Dra. Rosana Endo
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Dra. Rosana Endo
Cirurgiã de mão · CRM-SP 155849 · RQE 63923 · RQE 114843 · 29/06/2026

Cirurgia De Quervain: quando operar é o próximo passo

Quando a fisioterapia e as infiltrações não aliviam a dor na base do polegar, a liberação cirúrgica da tenossinovite de De Quervain pode ser uma opção segura e bem estabelecida — mas a indicação correta depende sempre de uma avaliação presencial com um cirurgião de mão.

Por que a fisioterapia às vezes não é suficiente

A tenossinovite de De Quervain é uma inflamação que afeta os tendões que movem o polegar, dentro de um canal estreito no lado do punho. Na maioria dos casos, o tratamento começa de forma conservadora: repouso, imobilização com órtese, fisioterapia e, em alguns casos, infiltração de corticoide.

Esse caminho funciona para muitas pessoas. Mas existe um grupo de pacientes que, mesmo após semanas ou meses de tratamento, continua sentindo dor ao pinçar objetos, girar uma chave ou até segurar o celular. Isso acontece porque, nesses casos, o canal que envolve os tendões pode estar muito espessado ou existir uma variação anatômica — como um septo fibroso interno — que não cede com tratamento clínico.

Se você já passou por fisioterapia sem melhora significativa, isso não significa que você falhou no tratamento. Significa que o seu caso pode precisar de uma abordagem diferente.

O que é, de fato, a liberação cirúrgica de De Quervain

A liberação cirúrgica é um procedimento que consiste em abrir o teto do canal por onde passam os tendões do polegar, aliviando a compressão que causa a dor. É uma cirurgia considerada de pequeno porte, realizada geralmente com anestesia local ou regional, em regime ambulatorial — ou seja, o paciente vai embora no mesmo dia.

Durante o procedimento, o cirurgião faz uma pequena incisão na lateral do punho, identifica o compartimento acometido e o abre com precisão. Um ponto importante é que, nesses casos, o cirurgião experiente também verifica se há subdivisões internas no canal — chamadas de septos — pois, quando presentes e não tratadas, podem ser causa de dor persistente mesmo após uma cirurgia bem realizada.

A cicatriz fica próxima à base do polegar, no punho, e tende a ser pequena. O tempo cirúrgico costuma ser curto, e a recuperação, para a maioria das pessoas, é progressiva nas semanas seguintes.

Mitos e verdades sobre a cirurgia de De Quervain

"A cirurgia é muito arriscada para uma dor no punho"

Mito. Como qualquer procedimento cirúrgico, existem riscos — como infecção, cicatriz sensível ou lesão de pequenos ramos nervosos na região. No entanto, quando bem indicada e realizada por um cirurgião de mão treinado, a liberação de De Quervain é considerada um procedimento com baixa taxa de complicações. O risco precisa ser sempre conversado individualmente com o médico.

"Depois da cirurgia, fico sem usar a mão por meses"

Mito. O afastamento total prolongado não é a regra. A maioria dos pacientes retoma movimentos leves da mão em poucos dias e atividades mais exigentes de forma gradual, conforme a orientação do cirurgião e do fisioterapeuta no pós-operatório. O tempo real de recuperação varia de pessoa para pessoa.

"Se a fisioterapia não funcionou, a cirurgia também não vai resolver"

Mito. São abordagens que atuam de formas distintas. A fisioterapia trabalha inflamação, força e mobilidade. A cirurgia remove o obstáculo mecânico — o canal estreitado — que impede os tendões de deslizar livremente. Para casos com componente estrutural importante, a cirurgia pode oferecer alívio que o tratamento conservador não consegue.

"A dor pode voltar mesmo após a cirurgia"

Verdade parcial. Recidivas existem, mas são menos comuns quando a cirurgia é bem indicada e realizada com atenção às variações anatômicas do canal. Por isso, a escolha do profissional e o planejamento cirúrgico fazem diferença no resultado a longo prazo.

"Qualquer ortopedista pode fazer essa cirurgia"

Parcialmente verdade, mas com ressalva importante. Tecnicamente, a cirurgia pode ser realizada por ortopedistas em geral. No entanto, o cirurgião de mão tem formação específica nas estruturas delicadas dessa região, incluindo o reconhecimento de variações anatômicas que influenciam diretamente o resultado do procedimento.

Como saber se você é candidato à cirurgia

Não existe uma fórmula única. A indicação cirúrgica leva em conta uma combinação de fatores que só podem ser avaliados em consulta:

Esses elementos juntos orientam a decisão compartilhada entre médico e paciente — nunca uma decisão unilateral.

O pós-operatório: o que esperar na prática

Após a liberação cirúrgica, o punho fica com um pequeno curativo. A dor nos primeiros dias é geralmente controlada com analgésicos comuns. A fisioterapia no pós-operatório é parte importante da recuperação: ela ajuda a recuperar a mobilidade, reduzir o edema e reintegrar o uso da mão nas atividades cotidianas.

A maioria das pessoas consegue realizar tarefas leves — como digitar ou segurar objetos leves — em um período relativamente curto. Atividades que exigem força ou movimentos repetitivos do polegar levam mais tempo para ser retomadas com segurança.

É fundamental seguir as orientações do cirurgião e não apressar o processo. Cada pessoa tem um ritmo de cicatrização, e respeitar esse ritmo faz parte de um bom resultado.

Quando conversar com a Dra. Rosana Endo sobre sua situação

Se você tem dor persistente na base do polegar ou no lado do punho, já realizou tratamento conservador sem melhora satisfatória e quer entender se a cirurgia faz sentido para o seu caso, uma consulta com a Dra. Rosana Endo pode trazer mais clareza.

Como cirurgiã de mão com atuação em São Paulo, a Dra. Rosana avalia cada paciente de forma individualizada, explicando as opções disponíveis, os reais benefícios e as limitações de cada abordagem — sem prometer resultados que dependem de variáveis que só a consulta pode revelar.

Agendar uma avaliação é o primeiro passo para tomar uma decisão informada e segura sobre a sua saúde.

Perguntas frequentes

Quantas sessões de fisioterapia devo fazer antes de considerar a cirurgia de De Quervain?

Não existe um número fixo estabelecido para todos. Em geral, considera-se que o tratamento conservador foi adequadamente tentado quando houve um período consistente de fisioterapia — normalmente algumas semanas a poucos meses — sem melhora significativa dos sintomas. Essa avaliação é feita pelo médico junto com o paciente, considerando a evolução clínica individual.

A cirurgia de De Quervain deixa cicatriz visível?

Sim, há uma cicatriz pequena na lateral do punho, próxima à base do polegar. Com o tempo e os cuidados adequados, a tendência é que ela fique discreta. Alguns pacientes podem ter maior sensibilidade na região da cicatriz por um período, o que costuma melhorar gradualmente.

Posso fazer a cirurgia de De Quervain e voltar ao trabalho na mesma semana?

Depende muito do tipo de trabalho. Para atividades que envolvem pouco esforço manual — como trabalho em escritório —, algumas pessoas retomam em poucos dias. Para atividades que exigem força, pinça ou movimentos repetitivos do polegar, o retorno seguro leva mais tempo. O cirurgião vai orientar conforme sua situação específica.

A infiltração de corticoide é obrigatória antes da cirurgia?

Não é uma etapa obrigatória em todos os casos, mas frequentemente faz parte do protocolo de tratamento conservador. Em alguns pacientes, uma ou duas infiltrações resolvem o problema sem necessidade de cirurgia. Quando não há resposta satisfatória, a cirurgia pode ser considerada. A decisão sobre incluir ou não a infiltração no plano de tratamento é do médico responsável, em conjunto com o paciente.

A tenossinovite de De Quervain pode voltar depois da cirurgia?

A recidiva é possível, embora não seja o cenário mais comum após uma liberação cirúrgica bem indicada e realizada. Fatores como presença de septos internos não identificados durante a cirurgia podem contribuir para sintomas persistentes ou recorrentes. Por isso, a experiência do cirurgião de mão na identificação dessas variações anatômicas é relevante.

Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento são individualizados e dependem de avaliação presencial.

Está com esses sintomas?

Agende uma avaliação com a Dra. Rosana Endo, cirurgiã de mão em São Paulo.