Dra. Rosana Endo
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Dra. Rosana Endo
Cirurgiã de mão · CRM-SP 155849 · RQE 63923 · RQE 114843 · 17/07/2026

De Quervain na amamentação: sinais de que está piorando

A tenossinovite de De Quervain causa dor na base do polegar e no punho, e costuma aparecer ou se intensificar durante a amamentação e em quem digita muito. Reconhecer os sinais de piora é o primeiro passo para não deixar o problema avançar.

Por que a amamentação e a digitação sobrecarregam os mesmos tendões

Dois tendões passam por um túnel estreito na lateral do punho, bem na base do polegar: o abdutor longo e o extensor curto do polegar. Quando esses tendões se inflamam dentro desse túnel, o quadro recebe o nome de tenossinovite de De Quervain.

O que tem em comum segurar um bebê no peito e digitar horas a fio? Em ambas as situações, o punho fica em desvio — ligeiramente dobrado para o lado do dedo mínimo — enquanto o polegar faz força. Para a mãe que amamenta, o peso do recém-nascido apoiado na mão com o punho inclinado repete esse movimento dezenas de vezes ao dia. Para quem trabalha no computador, a combinação de teclado e mouse mantém o polegar em tensão constante por horas seguidas.

Essa sobrecarga repetitiva irrita a bainha que envolve os tendões, gerando inchaço, dor e, com o tempo, dificuldade para mover o polegar normalmente.

Sinais de alerta: quando o De Quervain está piorando

No início, a dor costuma aparecer só em movimentos específicos — abrir um pote, pegar o bebê, pressionar a tecla de espaço com força. Mas há sinais que indicam que o quadro está evoluindo e merece atenção mais cuidadosa:

Identificar esses sinais cedo faz diferença. Quanto mais tempo o tendão permanece inflamado e sobrecarregado, mais o processo pode se cronificar, tornando a recuperação mais lenta.

O quadro da mãe que amamenta: por que ele tem particularidades

Durante a gestação e a amamentação, o corpo passa por mudanças hormonais que afetam diretamente os tecidos ao redor das articulações. A relaxina, hormônio que aumenta a flexibilidade dos ligamentos para o parto, pode tornar as estruturas do punho mais vulneráveis à sobrecarga. Além disso, a retenção de líquidos comum nesse período reduz o espaço dentro do túnel por onde os tendões passam, aumentando o atrito.

O resultado prático é que muitas mães desenvolvem De Quervain entre a segunda e a décima segunda semana após o parto — justamente quando a amamentação está mais frequente e o bebê ganha peso rapidamente.

Um detalhe importante: algumas mães associam a dor a "fraqueza" ou tentam mudar sozinhas a pega do bebê sem orientação. Embora ajustes na posição de amamentação realmente ajudem a reduzir a sobrecarga no punho, eles não substituem a avaliação de um especialista quando os sinais de piora já estão presentes.

Amamentação e tratamento são compatíveis?

Essa é uma dúvida muito frequente. A resposta precisa ser individualizada, porque depende do estágio do quadro, da saúde da mãe e das opções terapêuticas disponíveis. Essa conversa deve acontecer em consulta, onde a cirurgiã de mão pode avaliar cada caso com cuidado e alinhar o tratamento à fase da amamentação.

Para quem digita o dia todo: hábitos que agravam sem que você perceba

Profissionais que trabalham longos períodos no computador muitas vezes desenvolvem De Quervain de forma silenciosa — o desconforto vai crescendo devagar até que um dia simples tarefa de enviar uma mensagem se torna dolorosa.

Alguns hábitos comuns no trabalho remoto ou presencial que sobrecarregam os tendões do polegar:

Esses hábitos isolados parecem inofensivos, mas somados a uma rotina de oito horas ou mais de trabalho digital, criam uma sobrecarga cumulativa significativa nos tendões do polegar.

Quando ir ao médico: não espere a dor se tornar constante

Uma dúvida muito comum é: "posso esperar um pouco para ver se passa?" Para dores leves que aparecem após um esforço pontual e somem com repouso, é razoável observar por alguns dias. Mas há situações em que a avaliação não deve ser postergada:

A Dra. Rosana Endo, cirurgiã de mão com atuação em São Paulo, realiza avaliações para quadros como a tenossinovite de De Quervain. O diagnóstico preciso, feito por um especialista, é o que orienta o caminho mais adequado para cada pessoa — seja mãe em fase de amamentação, profissional que digita o dia todo ou ambos ao mesmo tempo. Se você se identificou com os sinais descritos aqui, agendar uma avaliação é o próximo passo.

Perguntas frequentes

A tenossinovite de De Quervain passa sozinha com repouso?

Em casos muito leves e detectados cedo, a redução da sobrecarga pode ajudar a aliviar os sintomas. No entanto, quando a dor persiste por mais de duas semanas, aparece em repouso ou já causa limitação funcional, o repouso isolado costuma não ser suficiente. Uma avaliação especializada é importante para definir o que cada quadro realmente precisa.

Posso continuar amamentando se estiver com De Quervain?

Na grande maioria dos casos, sim. O que muda são as estratégias de posicionamento do bebê e, dependendo do tratamento indicado, algumas considerações específicas para o período de amamentação. Essa definição deve ser feita em consulta, levando em conta o estágio da inflamação e a saúde de cada mãe.

O De Quervain pode aparecer nos dois punhos ao mesmo tempo?

Sim, embora seja menos comum. Mães que amamentam têm maior risco de desenvolver o quadro bilateralmente, já que o esforço de segurar o bebê frequentemente envolve as duas mãos. Em profissionais que digitam, o lado dominante costuma ser mais afetado, mas o outro também pode ser comprometido.

Como diferenciar De Quervain de artrite ou tendinite comum no punho?

A localização específica da dor — na face lateral do punho, exatamente na base do polegar — e o padrão de piora com determinados movimentos são características marcantes do De Quervain. Ainda assim, somente um exame clínico feito por um especialista, e eventualmente exames complementares, pode confirmar o diagnóstico e diferenciar de outras condições.

Usar órtese no punho resolve o problema?

A órtese pode ser uma das estratégias indicadas para reduzir a sobrecarga nos tendões durante a fase de tratamento, mas ela é um recurso dentro de um plano terapêutico — não uma solução isolada. O tipo de órtese, o tempo de uso e as demais condutas devem ser definidos por um especialista após avaliação do quadro.

Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento são individualizados e dependem de avaliação presencial.

Está com esses sintomas?

Agende uma avaliação com a Dra. Rosana Endo, cirurgiã de mão em São Paulo.