Dra. Rosana Endo
Dra. Rosana Endo
Dra. Rosana Endo
Cirurgiã de mão · CRM-SP 155849 · RQE 63923 · RQE 114843 · 27/06/2026

De Quervain x Rizartrose: como saber qual dói no polegar

A dor na base do polegar nem sempre tem a mesma causa: a tenossinovite de De Quervain afeta os tendões do lado do punho, enquanto a rizartrose compromete a articulação entre o polegar e o punho — e distinguir as duas faz toda a diferença no tratamento.

Por que o polegar dói tanto em quem usa muito o celular?

Quem passa horas rolando a tela, digitando mensagens ou segurando o celular com uma só mão provavelmente já sentiu aquela fisgada na base do polegar. Esse movimento repetitivo de pinça e extensão do dedo é exatamente o que sobrecarrega duas estruturas diferentes — e é justamente aí que mora a confusão.

Existem dois problemas distintos que causam dor nessa mesma região, mas que têm origens, características e tratamentos bem diferentes: a tenossinovite de De Quervain e a rizartrose. Entender qual delas está em jogo é o primeiro passo para cuidar do problema corretamente.

O uso intenso do celular, especialmente com o polegar em movimento constante, pode contribuir para o surgimento ou agravamento da tenossinovite de De Quervain em pessoas com predisposição. Já a rizartrose tem componente degenerativo importante, mas o esforço repetitivo também pode acelerar os sintomas.

Tenossinovite de De Quervain: o problema está nos tendões

A tenossinovite de De Quervain é uma inflamação que ocorre na bainha que reveste dois tendões responsáveis por mover o polegar — o abdutor longo e o extensor curto. Esses tendões passam por um túnel estreito no lado do punho, próximo ao pulso, e quando inflamam, o espaço fica ainda mais apertado.

Como a dor se manifesta

O teste de Finkelstein

Existe um teste clínico simples, chamado de teste de Finkelstein, que a maioria dos especialistas usa na consulta: o paciente fecha o punho sobre o polegar e inclina a mão em direção ao dedo mínimo. Se houver dor intensa nesse movimento, o resultado sugere De Quervain. Mas atenção: esse teste não deve ser feito em casa como forma de autodiagnóstico — ele precisa ser interpretado por um médico dentro do contexto clínico completo.

Rizartrose: quando o problema está na articulação

A rizartrose é a artrose da articulação trapeziometacarpal — ou seja, o desgaste da cartilagem que existe na junção entre o osso trapézio (no punho) e o primeiro metacarpo (base do polegar). Diferentemente da De Quervain, que é uma inflamação de tendão, a rizartrose é um processo degenerativo da própria articulação.

Características que diferenciam da De Quervain

Por que as duas são confundidas?

A localização próxima e o tipo de atividade que piora as duas condições fazem com que muitos pacientes — e até alguns profissionais menos especializados — confundam os diagnósticos. É possível, inclusive, que uma mesma pessoa tenha as duas condições ao mesmo tempo, o que torna a avaliação especializada ainda mais importante. Exames de imagem, como ultrassonografia e radiografia, ajudam a distinguir os casos.

Tratamento e o que esperar do pós-operatório de cada condição

O tratamento começa sempre pelas opções conservadoras — e, na maioria dos casos, elas resolvem bem. A cirurgia entra em cena quando o tratamento clínico não traz alívio suficiente após o tempo adequado.

Tratamento conservador (para as duas condições)

Quando a cirurgia é indicada

Na tenossinovite de De Quervain, a cirurgia consiste em abrir o túnel que comprime os tendões, liberando o espaço para eles. É um procedimento relativamente simples, feito em geral com anestesia local e sedação, em regime ambulatorial.

Na rizartrose avançada, a cirurgia pode envolver desde a remoção do osso trapézio até técnicas de reconstrução ligamentar, dependendo do estágio da doença e das características de cada paciente.

Como é a recuperação após a cirurgia de De Quervain

Como é a recuperação após cirurgia de rizartrose

Em ambos os casos, seguir rigorosamente as orientações pós-operatórias e manter a regularidade na fisioterapia são fatores que influenciam muito na evolução da recuperação.

O celular como fator de risco: o que mudar no dia a dia

Não é preciso abandonar o celular, mas alguns ajustes simples podem reduzir a sobrecarga no polegar durante o uso:

Essas adaptações não substituem o tratamento médico, mas fazem parte do conjunto de cuidados que ajudam a controlar os sintomas e prevenir recidivas.

Quando procurar uma cirurgiã de mão?

Se você sente dor persistente na base do polegar — com ou sem o uso intenso do celular — o ideal é buscar avaliação especializada antes que o problema avance. Quanto mais cedo o diagnóstico correto é feito, maiores as chances de o tratamento conservador ser suficiente.

A Dra. Rosana Endo, cirurgiã de mão em São Paulo, realiza avaliação completa para diferenciar condições como a tenossinovite de De Quervain e a rizartrose, definindo o tratamento mais adequado para cada caso — do mais simples ao cirúrgico, quando necessário.

Nenhum artigo, por mais completo que seja, substitui uma consulta presencial. Se a dor está atrapalhando sua rotina, agende uma avaliação.

Perguntas frequentes

Como saber se a dor no polegar é De Quervain ou rizartrose sem fazer exame?

Não é possível ter certeza sem avaliação médica. Em termos gerais, a De Quervain tende a doer mais na lateral do punho, no trajeto dos tendões, enquanto a rizartrose dói mais fundo, na articulação da base do polegar. Mas as duas podem coexistir, e apenas um especialista com exame clínico e de imagem pode distingui-las com segurança.

A cirurgia de De Quervain é complicada? Fico sem usar a mão por quanto tempo?

É uma cirurgia considerada de baixa complexidade, feita em regime ambulatorial. A imobilização dura em torno de 2 a 3 semanas, e atividades leves costumam ser retomadas entre 4 e 6 semanas. A fisioterapia após a cirurgia é importante para recuperar a mobilidade e a força. O tempo exato varia de pessoa para pessoa e depende da avaliação individual.

Usar muito o celular pode mesmo causar tenossinovite de De Quervain?

O movimento repetitivo do polegar — como rolar a tela, digitar e segurar o aparelho por longos períodos — sobrecarrega os tendões envolvidos na De Quervain. Em pessoas com predisposição, esse esforço continuado pode contribuir para o surgimento ou agravamento da condição. Adaptar o modo de usar o celular é parte importante do tratamento e da prevenção.

A infiltração resolve a De Quervain definitivamente?

A infiltração com corticosteroide é eficaz para reduzir a inflamação e aliviar os sintomas em boa parte dos casos, principalmente quando associada à imobilização e à fisioterapia. Em alguns pacientes, uma ou duas infiltrações resolvem o quadro sem necessidade de cirurgia. Em outros, os sintomas retornam, e aí a cirurgia pode ser o próximo passo. Isso depende de cada caso e precisa ser avaliado individualmente.

Tenho rizartrose no estágio inicial. Preciso operar logo?

Não necessariamente. Nos estágios iniciais, o tratamento conservador — com órtese, fisioterapia e infiltrações — costuma controlar bem os sintomas por um longo período. A cirurgia é indicada quando essas medidas não são mais suficientes para manter a qualidade de vida. A progressão varia muito de pessoa para pessoa, e o acompanhamento regular com um especialista é a melhor forma de monitorar o caso.

Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento são individualizados e dependem de avaliação presencial.

Está com esses sintomas?

Agende uma avaliação com a Dra. Rosana Endo, cirurgiã de mão em São Paulo.