Dor na lateral do punho na gravidez: pode ser De Quervain?
A dor na lateral do punho que aparece durante a gravidez ou nos primeiros meses após o parto tem um nome muito comum: tenossinovite de De Quervain. Ela afeta os tendões do polegar e costuma melhorar com o tratamento certo — mas precisa de avaliação médica para ser confirmada.
Por que a lateral do punho dói tanto nessa fase da vida?
Durante a gravidez e no pós-parto, o corpo passa por mudanças hormonais intensas. Essas mudanças aumentam a retenção de líquido nos tecidos, o que pode inflamar as bainhas que envolvem os tendões — estruturas que ficam justamente na lateral do punho, perto da base do polegar.
Além disso, o pós-parto traz uma rotina nova e exaustiva: segurar, levantar, amamentar e trocar o bebê repetidamente sobrecarrega exatamente essa região. O resultado é uma inflamação chamada tenossinovite de De Quervain, que causa dor, inchaço e dificuldade de movimentar o polegar e o punho.
Não é fraqueza nem frescura. É uma condição real, muito frequente em gestantes e mães no pós-parto, e que merece atenção médica adequada.
Sintomas que merecem atenção: reconheça o que você está sentindo
Os sinais da tenossinovite de De Quervain costumam aparecer de forma gradual, mas podem se intensificar com o tempo. Fique atenta se você notar:
- Dor ou sensação de queimação na lateral do punho, próxima à base do polegar;
- Inchaço visível nessa região, às vezes com um pequeno nódulo sensível ao toque;
- Dor que piora ao pinçar objetos, como ao pegar o bebê pelas axilas ou abrir uma embalagem;
- Dificuldade de girar o punho, por exemplo ao desrosquear tampas ou torcer uma toalha;
- Sensação de "travamento" ou crepitação ao mover o polegar;
- Dor que irradia do punho para o antebraço ou em direção à ponta do polegar.
Um sinal clínico muito característico é a piora da dor quando você fecha os dedos sobre o polegar e inclina o punho para baixo — esse é o chamado teste de Finkelstein, que o médico realiza durante a consulta para ajudar no diagnóstico.
Quando procurar uma cirurgiã de mão — e por que não esperar demais
Muitas mulheres convivem com essa dor por semanas ou meses achando que vai passar sozinha ou que é "normal" da gravidez e da maternidade. É verdade que alguns casos leves melhoram com repouso, mas esperar sem avaliação pode deixar a inflamação se agravar e dificultar atividades simples do dia a dia — inclusive o cuidado com o bebê.
Procure uma cirurgiã de mão se:
- A dor já dura mais de duas semanas sem melhora;
- Você sente dificuldade de segurar ou levantar o bebê com segurança;
- O inchaço e a dor pioraram progressivamente;
- A dor acorda você à noite;
- Você já tentou repouso e ainda assim a dor persiste.
A especialista em cirurgia da mão é a médica mais indicada para avaliar essa região com precisão, porque conhece em profundidade a anatomia dos tendões, nervos e articulações do punho e da mão.
Como o diagnóstico e o tratamento funcionam na gravidez e no pós-parto
O diagnóstico da tenossinovite de De Quervain é principalmente clínico: a médica avalia seus sintomas, examina a região e realiza manobras específicas durante a consulta. Em alguns casos, pode ser solicitado um ultrassom para confirmar o grau de inflamação dos tendões.
O tratamento respeita o momento de vida da paciente. Na gravidez, o objetivo é aliviar a dor com segurança para a mãe e para o bebê. No pós-parto, é considerado também se a mulher está amamentando, já que isso influencia a escolha dos recursos terapêuticos.
As opções variam conforme a avaliação individual e podem incluir:
- Órtese (tipoia ou splint) para o polegar e o punho, que imobiliza parcialmente a região e reduz a sobrecarga nos tendões;
- Orientações de ergonomia para segurar o bebê e amamentar de forma menos agressiva para o punho;
- Fisioterapia e terapia ocupacional, com exercícios e recursos que diminuem a inflamação;
- Medicamentos quando indicados, sempre considerando a segurança na gestação ou amamentação;
- Infiltração local com corticoide, quando o caso permite e a médica considera necessário;
- Tratamento cirúrgico minimamente invasivo, reservado para casos que não respondem às demais abordagens.
Cada caso é único. Somente a avaliação presencial permite indicar o caminho mais adequado para você.
Dicas para o dia a dia enquanto aguarda a consulta
Enquanto você ainda não passou pela avaliação médica, algumas medidas simples podem ajudar a reduzir o desconforto — mas lembre-se: elas não substituem o diagnóstico e o tratamento corretos.
- Evite movimentos repetitivos de pinça e torção do punho sempre que possível;
- Ao pegar o bebê, use os dois braços e apoie o peso no antebraço, não apenas nos dedos e no punho;
- Experimente posições de amamentação que apoiem melhor o peso do bebê, como a posição de bola ou com travesseiro de amamentação;
- Aplique gelo envolto em pano na lateral do punho por até 15 minutos, algumas vezes ao dia, para ajudar a controlar a inflamação;
- Não force o polegar em movimentos extremos, como abrir tampas com força ou torcer roupas.
Essas orientações são gerais. A Dra. Rosana Endo poderá indicar o que faz mais sentido para o seu caso específico após a avaliação.
Uma palavra de acolhimento para quem está nessa fase
A gravidez e o pós-parto já trazem tantas mudanças e desafios que uma dor no punho pode parecer mais um item numa lista interminável. Mas cuidar dessa dor é também cuidar da sua capacidade de cuidar do bebê — e de você mesma.
A tenossinovite de De Quervain tem tratamento eficaz e, na maioria dos casos, evolui bem quando abordada no momento certo. Você não precisa simplesmente "aguentar" essa dor achando que faz parte do pacote da maternidade.
Se você se identificou com os sintomas descritos neste artigo, considere agendar uma avaliação com a Dra. Rosana Endo, cirurgiã de mão em São Paulo. A confirmação do diagnóstico e a orientação adequada começam com uma consulta.
Perguntas frequentes
A dor na lateral do punho na gravidez passa sozinha depois do parto?
Em alguns casos mais leves, a melhora ocorre com o tempo após o parto, quando os níveis hormonais se normalizam. No entanto, muitas mulheres mantêm a dor no pós-parto por causa da sobrecarga de segurar e cuidar do bebê. Por isso, é importante buscar avaliação médica para receber o tratamento adequado, sem esperar que a dor se resolva sozinha e se torne mais intensa.
Posso fazer fisioterapia para a dor no punho durante a amamentação?
Sim, a fisioterapia é geralmente uma opção segura durante a amamentação e costuma ser recomendada nessa fase. Os recursos utilizados são escolhidos levando em conta esse contexto. A indicação precisa, porém, depende da avaliação individual feita pela médica especialista.
Como sei se é De Quervain ou síndrome do túnel do carpo?
São condições diferentes, embora ambas sejam comuns na gravidez e no pós-parto. A tenossinovite de De Quervain causa dor principalmente na lateral do punho, perto da base do polegar, e piora com movimentos de pinça. Já a síndrome do túnel do carpo provoca formigamento, dormência e dor nos dedos, especialmente à noite. Somente uma avaliação médica pode diferenciar as duas condições com precisão — e às vezes elas coexistem.
A infiltração com corticoide é segura para quem está amamentando?
Essa é uma decisão que deve ser tomada pela médica após avaliar os benefícios e riscos no contexto individual de cada paciente. Existem protocolos que consideram a segurança durante a amamentação, e a médica especialista orientará sobre o momento mais adequado para cada abordagem terapêutica.
Preciso de cirurgia para tratar a tenossinovite de De Quervain?
A maioria dos casos responde bem ao tratamento não cirúrgico, especialmente quando iniciado precocemente. O tratamento cirúrgico é uma opção reservada para situações em que as demais abordagens não trouxeram alívio suficiente. A necessidade ou não de cirurgia só pode ser determinada após avaliação completa pela cirurgiã de mão.
Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento são individualizados e dependem de avaliação presencial.
Está com esses sintomas?
Agende uma avaliação com a Dra. Rosana Endo, cirurgiã de mão em São Paulo.
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