Dra. Rosana Endo
Dra. Rosana Endo
Dra. Rosana Endo
Cirurgiã de mão · CRM-SP 155849 · RQE 63923 · RQE 114843 · 16/08/2026

Dor na lateral do punho: o que pode ser De Quervain

A dor na lateral do punho — aquele lado próximo ao polegar — que piora ao girar a mão ou segurar objetos pode ser sinal de tenossinovite de De Quervain, uma inflamação nos tendões do polegar bastante comum em mulheres acima dos 40 anos.

Por que essa dor aparece exatamente ali?

Do lado do punho mais próximo ao polegar passam dois tendões responsáveis por movimentar e estabilizar esse dedo. Eles percorrem um pequeno túnel de tecido fibroso e, quando sobrecarregados ou irritados, ficam inflamados dentro desse espaço estreito — causando aquela dor localizada que muitas mulheres descrevem como 'uma fisgada' ou 'um aperto' ao fazer movimentos simples do dia a dia.

Girar uma chave, abrir um pote, pegar uma bolsa pesada, segurar o celular por longos períodos ou até mesmo carregar uma criança no colo são gestos que podem acordar ou agravar essa inflamação. Não por acaso, a tenossinovite de De Quervain ficou conhecida popularmente como 'doença do polegar das mães', justamente porque o gesto de sustentar um bebê com o polegar afastado é um dos grandes gatilhos.

Sinais que merecem atenção na rotina

A inflamação costuma se instalar de forma gradual, e muitas mulheres acabam tolerando o desconforto por semanas antes de buscar avaliação médica. Alguns sinais que merecem atenção:

É importante lembrar que esses sinais não confirmam nenhum diagnóstico por si só. Dores na lateral do punho podem ter outras causas, e somente uma avaliação presencial — com exame clínico e, se necessário, exames complementares — permite identificar o que está acontecendo de verdade.

Por que mulheres acima dos 40 são mais afetadas?

A combinação de fatores hormonais, hábitos de vida e sobrecarga acumulada ao longo dos anos contribui para que essa faixa etária seja mais vulnerável a inflamações nos tendões.

Com a aproximação e chegada da menopausa, variações nos níveis de estrogênio podem influenciar a qualidade dos tecidos tendíneos e ligamentares, tornando-os menos tolerantes a esforços repetitivos. Some a isso décadas de movimentos manuais no trabalho, em casa e nos cuidados com a família — e o cenário favorável à inflamação fica cada vez mais evidente.

Atividades que exigem movimentos repetitivos do polegar e do punho — como digitar, costurar, cozinhar com frequência intensa, praticar jardinagem ou usar o celular por horas — também aparecem como fatores relevantes. Não se trata de culpar a rotina, mas de compreendê-la para fazer ajustes inteligentes.

Gravidez e pós-parto também entram no radar

Mulheres que engravidam após os 35 ou 40 anos merecem atenção especial: a retenção de líquidos durante a gestação e as mudanças hormonais do pós-parto criam condições favoráveis para o surgimento da inflamação, especialmente nas primeiras semanas de amamentação e cuidado com o bebê.

Cuidados no dia a dia que fazem diferença real

Embora o tratamento deva sempre ser orientado por um médico especialista, existem hábitos simples que ajudam a proteger os tendões do polegar e a reduzir o risco de agravamento dos sintomas. Pense neles como uma forma de 'poupar' a região enquanto ela se recupera — ou de prevenir que a inflamação se instale.

Se a dor já está presente, evite tentar 'forçar' o movimento com a esperança de que ela passe sozinha. Inflamações de tendão tendem a se tornar crônicas quando não recebem atenção adequada e tempo de recuperação.

O que esperar do tratamento e quando procurar ajuda

A tenossinovite de De Quervain tem tratamento e, na maioria dos casos, quando identificada e abordada de forma adequada, permite que a pessoa volte às suas atividades habituais. O caminho terapêutico depende de cada situação: tempo de evolução, intensidade dos sintomas, atividades da rotina e outros fatores que só uma consulta permite avaliar.

Entre as abordagens que o especialista pode considerar estão o repouso relativo da região, uso de órteses (aquelas talas que imobilizam o punho e o polegar), medicamentos anti-inflamatórios, fisioterapia e, em alguns casos, infiltração com corticosteroide — uma aplicação localizada que ajuda a reduzir a inflamação. Procedimentos cirúrgicos existem para situações específicas, quando outros recursos não foram suficientes.

O importante é não esperar a dor se tornar insuportável para buscar avaliação. Quanto mais cedo a inflamação for identificada e tratada de forma correta, maiores as chances de uma recuperação mais tranquila.

Se você se identificou com algum dos sinais descritos aqui, uma avaliação com a Dra. Rosana Endo pode esclarecer o que está acontecendo e indicar o melhor caminho para o seu caso.

Prevenção começa com autoconhecimento

Prevenir não significa parar de fazer tudo o que você gosta ou precisa fazer. Significa prestar atenção nos sinais que o próprio corpo dá — e agir antes que um desconforto pequeno se transforme em uma limitação maior.

Observe se há tarefas que consistentemente pioram a dor. Converse com seu médico sobre a sua rotina, inclusive sobre atividades físicas e esportivas. Mulheres que praticam tênis, pilates com apoio de mãos ou musculação, por exemplo, merecem orientação específica sobre como adaptar os movimentos durante uma fase de inflamação.

Cuidar das mãos não é frescura — é cuidar da sua independência e da sua qualidade de vida. Afinal, são as mãos que fazem quase tudo o que nos conecta ao mundo.

Perguntas frequentes

Como saber se a dor no meu punho é De Quervain ou artrite?

Essa diferenciação só é possível com avaliação médica presencial. A tenossinovite de De Quervain tende a causar dor localizada na lateral do punho, próximo ao polegar, que piora com movimentos específicos. Já a artrite geralmente afeta as articulações e pode ter outros padrões de dor e sinais associados. Um especialista em mão saberá identificar a causa correta com exame clínico e, se necessário, exames de imagem.

Posso continuar malhando ou praticando esportes com essa dor?

Depende muito do tipo de atividade e da fase em que a inflamação se encontra. Exercícios que sobrecarreguem o polegar e o punho podem agravar o quadro. O ideal é consultar um especialista antes de continuar ou adaptar os treinos, para evitar transformar uma inflamação aguda em um problema crônico.

A órtese (tala) que encontro em farmácia resolve o problema?

A órtese pode ajudar a dar repouso à região, mas o modelo, o tempo de uso e a forma correta de colocá-la devem ser orientados por um profissional. Usar uma tala inadequada ou por tempo incorreto pode atrasar a recuperação. Além disso, a órtese sozinha não substitui o tratamento completo — ela faz parte de um plano que deve ser personalizado para cada paciente.

Quanto tempo leva para melhorar com o tratamento?

Não é possível garantir um prazo, pois isso depende do tempo de evolução da inflamação, da adesão ao tratamento e das características individuais de cada pessoa. Casos identificados mais cedo e tratados de forma consistente tendem a ter uma recuperação mais favorável. A Dra. Rosana poderá dar uma perspectiva mais realista após a avaliação do seu caso específico.

Preciso fazer cirurgia para tratar De Quervain?

A cirurgia não é a primeira opção de tratamento. Na maioria dos casos, abordagens como repouso, uso de órtese, fisioterapia e infiltração são suficientes para resolver o problema. O procedimento cirúrgico é considerado em situações específicas, quando as outras alternativas não trouxeram resultado satisfatório. Essa decisão é sempre tomada em conjunto com a paciente, após avaliação detalhada.

Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento são individualizados e dependem de avaliação presencial.

Está com esses sintomas?

Agende uma avaliação com a Dra. Rosana Endo, cirurgiã de mão em São Paulo.