De Quervain: recuperação após cirurgia e reabilitação
Quando a fisioterapia não resolve a tenossinovite de De Quervain, a cirurgia pode ser indicada — e a recuperação, na maioria dos casos, é gradual, previsível e acompanhada de reabilitação orientada por especialista.
Por que a fisioterapia às vezes não é suficiente
A tenossinovite de De Quervain provoca dor e inchaço na base do polegar, perto do punho, por conta da inflamação da bainha que envolve dois tendões: o abdutor longo e o extensor curto do polegar. No início do tratamento, o repouso, a órtese e a fisioterapia costumam ajudar bastante.
Mas há situações em que o processo inflamatório já está instalado há muito tempo, ou a anatomia local dificulta a resposta ao tratamento conservador. Quando isso acontece, a pessoa continua sentindo dor ao pinçar objetos, torcer uma toalha ou até segurar o celular, mesmo depois de semanas ou meses de fisioterapia.
Nesses casos, a cirurgia de liberação da bainha tendínea pode ser considerada pela cirurgiã de mão. O procedimento visa descomprimir os tendões, permitindo que deslizem sem atrito e sem dor. Mas, como toda cirurgia, ela é apenas o começo: o que vem depois é tão importante quanto o ato cirúrgico em si.
Como é o procedimento cirúrgico em linhas gerais
A cirurgia de De Quervain é, em geral, realizada em regime ambulatorial, o que significa que a pessoa vai embora no mesmo dia. É feita com anestesia local ou bloqueio regional, com uma pequena incisão na região lateral do punho, próximo à base do polegar.
A cirurgiã de mão abre a bainha que está estreitada, liberando o espaço para os tendões. O procedimento costuma durar menos de uma hora. A cicatriz fica discreta e, com o cuidado adequado, evolui bem ao longo das semanas.
É importante entender que a cirurgia não substitui a reabilitação. Ela cria as condições ideais para a recuperação, mas o retorno completo das funções depende de um trabalho conjunto entre a paciente, a cirurgiã e, na fase seguinte, o fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional.
Semana a semana: o que esperar na recuperação
Cada pessoa tem um ritmo próprio de recuperação, e o acompanhamento médico individual é fundamental. Ainda assim, existe uma progressão comum que ajuda a entender o que pode acontecer em cada fase.
Primeiros dias após a cirurgia
O curativo protege a ferida e o membro fica elevado para reduzir o inchaço. É normal sentir algum desconforto local, controlado com medicação prescrita pela cirurgiã. Os dedos já podem ser movimentados levemente para evitar rigidez.
De uma a duas semanas
Na consulta de revisão, a cirurgiã avalia a cicatriz e orienta sobre os cuidados. Os pontos são retirados nesse período. O punho ainda precisa de proteção, mas movimentos suaves dos dedos são incentivados.
De duas a seis semanas
Esta costuma ser a fase em que a reabilitação com fisioterapia ou terapia ocupacional começa de forma mais ativa. São trabalhados a mobilidade do punho, a força do polegar e a dessensibilização da cicatriz. O objetivo é recuperar os movimentos sem sobrecarregar os tendões que acabaram de ser liberados.
A partir do segundo mês
A maioria das pessoas já consegue realizar atividades do dia a dia com mais conforto. O retorno ao trabalho e às atividades físicas depende da função exigida e é definido junto com a cirurgiã. Atividades que exigem força de preensão ou pinça podem levar um pouco mais de tempo para serem retomadas com segurança.
O papel da reabilitação depois da cirurgia
Quem passou por meses tentando fisioterapia sem resultado pode se perguntar: para que fazer de novo depois da cirurgia? A resposta está na diferença de contexto. Antes da cirurgia, os tendões ainda estavam comprimidos, o que limitava o quanto a reabilitação conseguia avançar. Depois da liberação cirúrgica, o trabalho de reabilitação encontra um terreno diferente para agir.
Na fase pós-operatória, o fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional especializado em mão trabalha com:
- Exercícios de deslizamento tendinoso, que ajudam os tendões a se moverem com fluidez dentro da bainha já aberta;
- Mobilização da cicatriz, para evitar aderências que poderiam limitar o movimento;
- Fortalecimento progressivo do punho e do polegar, respeitando o tempo de cada fase;
- Orientações posturais e adaptações para o trabalho e as atividades do dia a dia.
A duração da reabilitação varia de acordo com a profissão, o nível de atividade física e a resposta individual de cada pessoa. Por isso, o acompanhamento próximo com a cirurgiã ao longo de todo esse processo faz diferença no resultado final.
Cuidados importantes durante a recuperação
Alguns hábitos ajudam a tornar a recuperação mais tranquila e segura:
- Respeitar o cronograma de consultas com a cirurgiã de mão, mesmo quando a dor diminui rapidamente;
- Não forçar o punho ou o polegar antes da liberação médica, mesmo que a sensação de melhora seja boa;
- Cuidar da cicatriz conforme a orientação recebida, incluindo proteção solar quando indicado;
- Comunicar qualquer sinal diferente, como aumento de dor, formigamento, vermelhidão excessiva ou secreção no local da incisão;
- Manter os exercícios domiciliares indicados pelo fisioterapeuta entre as sessões.
Um detalhe que muitas pessoas não esperam: a cicatriz pode ficar sensível ao toque por algumas semanas. Isso é parte do processo normal de cicatrização dos nervos superficiais da pele, e a dessensibilização progressiva, feita com orientação, costuma resolver bem essa queixa.
Quando e como conversar com a Dra. Rosana sobre seu caso
Se você já tentou tratamento conservador para a tenossinovite de De Quervain e ainda sente dor ou limitação nos movimentos do polegar e do punho, pode ser o momento de reavaliar as opções com uma cirurgiã de mão.
A Dra. Rosana Endo, cirurgiã de mão em São Paulo, realiza avaliações individuais para entender o histórico de cada paciente, analisar exames e discutir, de forma transparente, quais caminhos fazem mais sentido para aquele momento específico. Nem toda pessoa com De Quervain precisará de cirurgia, mas quem já passou por meses de tratamento sem resposta merece uma análise aprofundada.
A consulta é o espaço adequado para tirar dúvidas, entender riscos e benefícios e tomar uma decisão informada. Agende uma avaliação e leve todas as suas dúvidas — nenhuma é pequena demais.
Perguntas frequentes
Quanto tempo leva a recuperação completa após a cirurgia de De Quervain?
A maioria das pessoas retoma as atividades leves do dia a dia em poucas semanas, mas o retorno completo às atividades que exigem força ou movimentos repetitivos pode levar de dois a quatro meses. Esse prazo varia de acordo com cada caso e é definido em acompanhamento com a cirurgiã de mão.
A dor some imediatamente depois da cirurgia?
Não necessariamente. Nos primeiros dias, é normal sentir desconforto local por conta da incisão e do processo de cicatrização. A dor característica da De Quervain — ao mover o polegar — costuma diminuir progressivamente à medida que a reabilitação avança e os tecidos se recuperam.
Vou precisar fazer fisioterapia mesmo após a cirurgia?
Na maioria dos casos, sim. A reabilitação pós-operatória é parte fundamental do tratamento. Ela ajuda a recuperar a mobilidade, prevenir aderências na cicatriz e fortalecer o punho e o polegar de forma segura. O tipo e a duração da fisioterapia são definidos pela cirurgiã com base na evolução individual.
É possível que a tenossinovite de De Quervain volte depois da cirurgia?
A recorrência após a cirurgia é incomum, mas pode acontecer em situações específicas, como quando há variações anatômicas dos tendões não identificadas durante o procedimento. Por isso, o acompanhamento pós-operatório e o respeito às orientações de reabilitação são tão importantes.
Posso usar o punho normalmente durante a recuperação?
O uso do punho é retomado de forma gradual e orientada. Nas primeiras semanas, há restrições para proteger a cicatriz e os tendões. Com o avanço da reabilitação, os movimentos são progressivamente liberados. Qualquer atividade além do que foi orientado pela cirurgiã deve ser evitada para não comprometer a recuperação.
Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento são individualizados e dependem de avaliação presencial.
Está com esses sintomas?
Agende uma avaliação com a Dra. Rosana Endo, cirurgiã de mão em São Paulo.
Agendar avaliação no WhatsApp