Dra. Rosana Endo
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Dra. Rosana Endo
Cirurgiã de mão · CRM-SP 155849 · RQE 63923 · RQE 114843 · 06/07/2026

Tenossinovite de De Quervain na Gravidez e Pós-Parto

A tenossinovite de De Quervain é uma inflamação nos tendões do polegar que causa dor no punho e é muito comum em gestantes e mães no pós-parto — principalmente por causa das mudanças hormonais e do esforço repetitivo ao segurar o bebê.

O que é a tenossinovite de De Quervain e por que ela aparece

Os tendões que movem o polegar passam por um pequeno canal na lateral do punho, chamado de bainha tendínea. Quando essa bainha fica inflamada e inchada, os tendões não deslizam com facilidade, gerando dor, sensação de estalos e dificuldade para fazer movimentos simples — como pegar um copo ou girar uma chave.

Essa condição recebe o nome do cirurgião suíço Fritz de Quervain, que a descreveu no final do século XIX. O nome pode parecer complicado, mas o que importa é entender o que está acontecendo no seu corpo.

A inflamação surge quando os tendões são sobrecarregados de forma repetitiva ou quando há um fator que os deixa mais vulneráveis — e é exatamente aí que a gravidez e o pós-parto entram em cena.

Por que gestantes e mães recém-paridas são tão afetadas

Existem dois motivos principais que explicam essa relação entre De Quervain e a maternidade:

O resultado é que a dor muitas vezes começa de forma discreta no terceiro trimestre da gravidez e se intensifica nas primeiras semanas após o parto. Algumas mulheres só percebem o problema quando já está difícil de segurar o próprio filho — o que gera angústia e culpa, sentimentos completamente compreensíveis.

Vale lembrar: o diagnóstico preciso e a orientação de tratamento dependem sempre de uma avaliação presencial com um especialista.

Como reconhecer os sinais no dia a dia

A dor da tenossinovite de De Quervain tem algumas características que a diferenciam de outras queixas comuns no punho:

Um teste bastante utilizado na prática clínica é o teste de Finkelstein: dobra-se o polegar dentro dos outros dedos e inclina-se o punho em direção ao dedo mínimo. Se isso reproduzir ou intensificar a dor na lateral do punho, é um sinal de alerta importante — mas apenas um profissional de saúde pode interpretar esse resultado de forma segura.

Exercícios e alongamentos que podem ajudar no alívio

Antes de qualquer coisa: exercícios só devem ser realizados após liberação médica, pois em fases agudas de inflamação intensa o movimento pode piorar o quadro. Com a orientação adequada, alguns alongamentos suaves costumam ser incluídos no processo de recuperação.

Alongamento suave do polegar

Com a mão aberta e relaxada, use os dedos da outra mão para inclinar gentilmente o polegar em direção ao dedo mínimo, sem forçar. Segure por 15 a 20 segundos e solte. Repita de 3 a 5 vezes. O movimento deve causar uma sensação de esticamento leve, nunca dor aguda.

Deslizamento dos tendões do polegar

Abra a mão completamente, depois dobre apenas o polegar em direção à palma, sem dobrar os outros dedos. Volte à posição aberta. Faça esse movimento de forma lenta e controlada, de 8 a 10 repetições. O objetivo é ajudar o tendão a deslizar dentro da bainha, sem sobrecarregá-la.

Rotação suave do punho

Com o cotovelo apoiado numa superfície e a mão solta no ar, gire o punho lentamente para cima e para baixo, como se estivesse virando uma maçaneta de forma bem devagar. Evite levar o punho aos extremos do movimento se houver desconforto.

Postura ao segurar o bebê

Esse não é um exercício, mas é uma das orientações mais importantes: sempre que possível, evite sustentar o peso do bebê apoiado principalmente no polegar aberto. Prefira apoiar a cabeça do bebê na parte interna do cotovelo e distribuir o peso pelo antebraço, reduzindo a tensão sobre o punho e o polegar.

Lembre-se de que exercícios feitos de forma incorreta ou no momento errado podem atrasar a melhora. Por isso, a avaliação com uma cirurgiã de mão é fundamental para traçar o plano mais adequado para o seu caso.

Outras formas de cuidado e quando buscar ajuda especializada

O tratamento da tenossinovite de De Quervain costuma começar por medidas conservadoras, que visam reduzir a inflamação e dar tempo para a bainha tendínea se recuperar:

Quando as medidas conservadoras não são suficientes, a infiltração com corticosteroide no canal tendíneo é uma opção bastante eficaz e pode ser realizada de forma segura, inclusive durante o período de amamentação — mas essa decisão é sempre individualizada pelo médico. Em casos mais raros e persistentes, existe também uma pequena cirurgia para ampliar o canal e liberar os tendões.

Se a dor está atrapalhando seu sono, dificultando os cuidados com o bebê ou não melhorou após algumas semanas de repouso, não espere. Buscar avaliação cedo costuma resultar em tratamentos mais simples e rápidos.

Uma palavra de acolhimento para quem está passando por isso

Sentir dor exatamente quando mais precisa das mãos — para cuidar do seu filho — é frustrante e, muitas vezes, emocionalmente difícil. É importante saber que a tenossinovite de De Quervain é uma condição muito comum nessa fase da vida e que você não está sozinha.

Com orientação adequada, a grande maioria das pessoas responde bem ao tratamento conservador. O corpo que acabou de passar por uma gravidez merece atenção e cuidado, e buscar ajuda especializada é um ato de amor — por você e pelo seu bebê.

A Dra. Rosana Endo, cirurgiã de mão com ampla experiência no tratamento de tenossinovites, atende em São Paulo e pode avaliar o seu caso de forma individualizada. Agende uma consulta para entender exatamente o que está acontecendo e receber orientações seguras para a sua situação.

Perguntas frequentes

A tenossinovite de De Quervain passa sozinha após o parto?

Em alguns casos, a melhora acontece naturalmente quando os níveis hormonais se normalizam após o parto ou o fim da amamentação. No entanto, se a dor for intensa ou persistir por mais de algumas semanas, o ideal é buscar avaliação médica, pois o tratamento precoce costuma ser mais simples e eficaz.

Posso fazer fisioterapia enquanto ainda estou amamentando?

Sim, a fisioterapia é totalmente compatível com a amamentação. Técnicas como alongamentos, exercícios de mobilização e alguns recursos fisioterápicos podem ser utilizados com segurança. Converse sempre com o profissional que vai te atender sobre essa condição para que ele adapte o tratamento adequadamente.

A órtese no punho atrapalha os cuidados com o bebê?

No início pode parecer que sim, mas a maioria das mães se adapta rapidamente. Existem modelos específicos para De Quervain que imobilizam o polegar e o punho sem comprometer totalmente a função da mão. Um especialista pode indicar o modelo mais adequado para a sua rotina.

Esses exercícios são seguros durante a gravidez?

Os alongamentos suaves descritos aqui são geralmente bem tolerados, mas nenhum exercício deve ser iniciado sem orientação médica prévia, especialmente durante a gravidez. Cada caso tem suas particularidades, e somente uma avaliação presencial pode confirmar o que é seguro para você nesse momento.

A dor no punho durante a gravidez é sempre De Quervain?

Não necessariamente. Outras condições, como a síndrome do túnel do carpo, também são comuns na gestação e causam dor na mão e no punho. Por isso, o diagnóstico preciso é fundamental — só um exame clínico feito por um especialista consegue diferenciar essas condições e indicar o tratamento correto.

Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento são individualizados e dependem de avaliação presencial.

Está com esses sintomas?

Agende uma avaliação com a Dra. Rosana Endo, cirurgiã de mão em São Paulo.