Dra. Rosana Endo
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Cirurgiã de mão · CRM-SP 155849 · RQE 63923 · RQE 114843 · 18/07/2026

Dor no Punho ao Girar a Mão? Pode Ser De Quervain

A tenossinovite de De Quervain causa dor na base do polegar e no lado do punho, especialmente ao girar a mão ou segurar objetos. Reconhecer os sintomas cedo faz toda a diferença no tratamento.

O que acontece dentro do punho quando essa condição se instala

No lado do punho mais próximo ao polegar existe uma estrutura chamada primeiro compartimento extensor. Pense nele como um pequeno túnel fibroso por onde passam dois tendões responsáveis por mover o polegar para fora e para cima — o abdutor longo e o extensor curto do polegar.

Quando esse túnel fica inflamado ou espessado, ele aperta os tendões que passam dentro dele. O atrito repetido irrita o revestimento dos tendões, chamado de bainha tendínea ou sinóvia. É exatamente essa irritação que recebe o nome de tenossinovite de De Quervain — uma denominação que homenageia o cirurgião suíço Fritz de Quervain, que descreveu a condição no fim do século XIX.

O resultado prático é uma dor que parece vir de dentro do punho, logo abaixo do polegar, e que piora sempre que os tendões precisam deslizar por esse espaço estreitado.

Por que mulheres acima dos 40 sentem isso com mais frequência

Não é coincidência que essa condição apareça com mais frequência em mulheres na faixa dos 40 anos em diante. Alguns fatores se somam nessa fase da vida:

Nenhum desses fatores isolado determina que você terá a condição, mas a combinação deles explica por que ela aparece com mais frequência nessa fase.

Sintomas que merecem atenção: do desconforto à limitação do dia a dia

A dor da tenossinovite de De Quervain tem características bastante específicas, o que ajuda a diferenciá-la de outras causas de dor no punho. Fique atenta a:

No início, o desconforto aparece apenas durante atividades específicas. Com o tempo, se não tratado, pode estar presente mesmo em repouso e interferir no sono.

O teste caseiro que muitos conhecem — e seu limite

Você pode já ter ouvido falar no teste de Finkelstein: fechar o polegar dentro do punho cerrado e inclinar a mão em direção ao dedo mínimo. Se reproduzir uma dor intensa no lado do punho, o teste é considerado sugestivo da condição. Ele é útil para levantar suspeita, mas não substitui a avaliação clínica. Outras condições do punho e da base do polegar podem dar resultado semelhante, e somente um exame presencial com um especialista permite chegar a uma conclusão adequada.

Quando o sinal de alerta deve levá-la ao consultório

Nem toda dor no punho precisa de consulta imediata, mas alguns sinais indicam que esperar não é uma boa ideia:

A boa notícia é que, quando identificada em estágios iniciais, a tenossinovite de De Quervain costuma responder bem a abordagens conservadoras. Quanto mais tempo se passa sem avaliação, maior a chance de a inflamação se cronificar e de o tratamento precisar ser mais extenso.

O que esperar da avaliação com uma cirurgiã de mão

A consulta com uma especialista em cirurgia da mão começa sempre pelo histórico: quando a dor começou, o que melhora e o que piora, quais são as atividades cotidianas e profissionais, se houve mudança recente de rotina. Esses detalhes são tão importantes quanto o exame físico.

Durante o exame, a médica avalia a mobilidade do punho e do polegar, identifica pontos de dor específicos e realiza testes clínicos como o de Finkelstein. Em muitos casos, o diagnóstico é essencialmente clínico — ou seja, baseado no exame — sem necessidade de exames de imagem. Quando há dúvida, uma ultrassonografia do tendão pode ser solicitada para confirmar a inflamação ou afastar outras causas.

O plano de tratamento é sempre individualizado. As opções variam de imobilização com órtese, fisioterapia e infiltração com corticosteroide até, em casos específicos, procedimento cirúrgico para liberar o primeiro compartimento extensor. A definição do que é mais adequado para cada pessoa depende do tempo de evolução, da intensidade dos sintomas e das atividades que ela precisa manter.

A Dra. Rosana Endo realiza esse tipo de avaliação no consultório em São Paulo. Se você está com dor no lado do punho e se identificou com os sintomas descritos aqui, agendar uma avaliação é o próximo passo mais sensato.

Perguntas frequentes

A tenossinovite de De Quervain passa sozinha sem tratamento?

Em alguns casos muito leves, a redução das atividades que causam sobrecarga pode aliviar os sintomas. No entanto, sem tratar a inflamação do primeiro compartimento extensor, a tendência é que a condição se cronifique. O ideal é buscar avaliação médica para entender o estágio da inflamação e definir a abordagem mais adequada para o seu caso.

Posso continuar usando o celular e o computador se estiver com essa dor?

Depende da intensidade dos sintomas e de como você usa esses dispositivos. Digitar muito com os polegares em tela de toque é um dos movimentos que mais sobrecarregam o primeiro compartimento extensor. Adaptar a forma de uso — como usar o indicador em vez do polegar ou apoiar o punho — pode ajudar, mas a orientação precisa ser personalizada por um especialista.

A dor que sinto na base do polegar pode ser artrose e não De Quervain?

Sim, essa é uma confusão frequente. A artrose na articulação da base do polegar (rizartrose) e a tenossinovite de De Quervain podem causar dor em locais próximos e com algumas características semelhantes. Por isso o exame físico presencial é fundamental: um especialista consegue diferenciar as duas condições pelo padrão da dor, pelos movimentos que a provocam e pelos achados ao toque. Às vezes as duas coexistem na mesma pessoa.

Usar munhequeira ajuda nos sintomas?

Uma órtese que imobilize o polegar e o punho pode ajudar a reduzir a sobrecarga sobre os tendões inflamados e aliviar a dor durante as atividades. Mas é importante que ela seja indicada e ajustada corretamente, pois o modelo e a posição de imobilização fazem diferença. Usar qualquer munhequeira disponível sem orientação pode não trazer o benefício esperado.

A cirurgia é sempre necessária?

Não. A cirurgia é uma das opções de tratamento, indicada em situações específicas, geralmente quando as abordagens conservadoras não trouxeram melhora satisfatória após um período adequado. A maioria dos casos responde bem a tratamentos não cirúrgicos. A necessidade ou não de cirurgia só pode ser avaliada após uma consulta presencial detalhada.

Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento são individualizados e dependem de avaliação presencial.

Está com esses sintomas?

Agende uma avaliação com a Dra. Rosana Endo, cirurgiã de mão em São Paulo.