Dra. Rosana Endo
Dra. Rosana Endo
Dra. Rosana Endo
Cirurgiã de mão · CRM-SP 155849 · RQE 63923 · RQE 114843 · 30/07/2026

Cirurgia para Rizartrose: Recuperação Passo a Passo

Quando a fisioterapia e os tratamentos conservadores não aliviam a dor na base do polegar causada pela rizartrose, a cirurgia pode ser uma alternativa avaliada pelo especialista. Existem diferentes técnicas disponíveis, e a recuperação, embora exija dedicação, é progressiva e orientada por profissionais.

Por que a cirurgia entra em pauta na rizartrose?

A rizartrose é a artrose que afeta a articulação na base do polegar — tecnicamente chamada de articulação trapeziometacarpal. Com o desgaste da cartilagem, o simples ato de abrir um pote, segurar uma caneta ou apertar um botão pode se tornar doloroso e limitante.

A maioria das pessoas passa primeiro por um período de tratamento conservador: uso de órtese (aquela tipoia específica para o polegar), anti-inflamatórios, infiltrações e fisioterapia. Esse caminho funciona bem para muitos pacientes, especialmente nos estágios iniciais da doença.

Quando, mesmo após meses de tratamento bem conduzido, a dor persiste intensa, a força continua reduzida e as atividades do dia a dia estão comprometidas, a cirurgia passa a ser discutida. Não é uma decisão tomada de afogadilho — é resultado de uma avaliação cuidadosa da sua história clínica, dos exames de imagem e das suas próprias expectativas e necessidades.

Importante: somente a consulta com um cirurgião de mão permite determinar se a cirurgia é indicada para o seu caso específico e qual técnica faz mais sentido para você.

Quais são as principais opções cirúrgicas?

Existem algumas abordagens consagradas para tratar a rizartrose cirurgicamente. A escolha depende do grau de desgaste articular, da anatomia de cada pessoa, da presença de outras lesões associadas e da experiência do cirurgião. Veja as mais utilizadas:

Trapeziectomia com ou sem reconstrução ligamentar

A técnica mais realizada no mundo para rizartrose avançada. Consiste na retirada do osso trapézio (o pequeno osso que forma a articulação doente) e, em muitos casos, na reconstrução do espaço com tendões do próprio paciente ou com o uso de materiais biológicos. O objetivo é eliminar o atrito entre os ossos e restaurar uma função funcional do polegar.

Artrodese (fusão articular)

Nessa técnica, os ossos da articulação são fundidos com parafusos ou placas, eliminando o movimento naquele ponto — e, consequentemente, a dor gerada por ele. Costuma ser indicada em casos selecionados, como em pacientes mais jovens com demandas físicas muito elevadas. A estabilidade e a força de pinça tendem a ser preservadas, mas o movimento de oposição do polegar fica mais limitado.

Artroplastia com prótese

Mais comum em países europeus, consiste na substituição da articulação desgastada por uma prótese. É uma opção em evolução e pode ser considerada em perfis específicos de pacientes. Exige avaliação criteriosa quanto à qualidade óssea e às expectativas funcionais.

Cada uma dessas abordagens tem vantagens, limitações e um perfil de paciente ideal. A conversa aberta com a Dra. Rosana durante a consulta é o momento certo para entender qual opção faz sentido para a sua situação.

Como é o pós-operatório imediato?

Saber o que esperar nos primeiros dias após a cirurgia ajuda a reduzir a ansiedade e a se preparar de forma prática. Em geral, o procedimento é realizado em regime ambulatorial ou com internação de curta duração, sob anestesia local com sedação ou bloqueio do membro.

Nas primeiras semanas, é esperado:

Cada pessoa tem um ritmo de cicatrização. Por isso, os retornos de acompanhamento são essenciais para ajustar o plano a cada fase.

A recuperação funcional: o que acontece semana a semana?

A reabilitação após a cirurgia de rizartrose é gradual e costuma ser conduzida em parceria com um fisioterapeuta especializado em mão. Não existe um cronograma único que sirva para todos, mas é possível traçar um panorama geral do que muitos pacientes vivenciam:

Primeiras 4 a 6 semanas

Fase de imobilização e cicatrização. A prioridade é proteger a cirurgia. Os exercícios são mínimos e focados em manter a mobilidade dos dedos não operados e do ombro, evitando rigidez desnecessária. O inchaço começa a diminuir progressivamente.

Entre 6 semanas e 3 meses

Com a retirada do imobilizador, a fisioterapia ganha intensidade. São trabalhadas a amplitude de movimento do polegar, a força de pinça e a coordenação. Algumas tarefas leves do cotidiano vão sendo reintroduzidas aos poucos, sempre com critério.

Entre 3 e 6 meses

A maioria dos pacientes já consegue retomar atividades mais exigentes nessa janela. A força e a resistência continuam melhorando. Atividades profissionais que envolvem uso intenso das mãos podem demandar um tempo um pouco maior.

Após 6 meses

Os ganhos funcionais mais expressivos costumam se consolidar até o final do primeiro ano. A dor na base do polegar — que motivou toda essa jornada — tende a estar significativamente reduzida, permitindo uma qualidade de vida muito melhor nas atividades cotidianas.

Lembre-se: esses são referenciais gerais. O seu processo será avaliado individualmente em cada consulta de retorno.

Cuidados práticos para facilitar a recuperação em casa

Pequenas adaptações no dia a dia fazem uma diferença enorme durante a reabilitação. Aqui estão algumas orientações gerais que costumam ajudar:

Quando vale conversar com um cirurgião de mão sobre a rizartrose?

Se você já realizou fisioterapia de forma consistente, usou órtese e ainda convive com dor persistente na base do polegar que limita suas atividades, pode ser o momento de buscar uma avaliação especializada com foco cirúrgico.

Algumas situações que costumam motivar essa conversa:

A Dra. Rosana Endo realiza a avaliação completa da articulação, analisa os exames de imagem e conversa com você sobre suas necessidades reais — sem pressa e sem julgamentos. A decisão sobre operar ou não é sempre compartilhada, com respeito à sua autonomia e ao seu momento de vida.

Agendar uma consulta é o primeiro passo para entender de verdade quais caminhos estão disponíveis para você.

Perguntas frequentes

A cirurgia de rizartrose dói muito no pós-operatório?

É normal ter algum desconforto e edema nas primeiras semanas, mas a dor costuma ser bem controlada com as medicações prescritas. A maioria dos pacientes relata que a dor pós-operatória é gerenciável e vai diminuindo progressivamente. Cada pessoa tem uma experiência diferente, e a equipe médica está disponível para ajustar o manejo da dor conforme necessário.

Quanto tempo leva para voltar ao trabalho após a cirurgia?

Depende do tipo de atividade profissional e da técnica cirúrgica realizada. Trabalhos que não exigem esforço manual podem ser retomados em algumas semanas. Profissões que demandam uso intenso das mãos ou força de pinça podem exigir um período maior, que será avaliado individualmente em cada retorno.

É possível operar a rizartrose e continuar com dor depois?

A cirurgia tem o objetivo de reduzir significativamente a dor e melhorar a função, mas como qualquer procedimento médico, não é possível garantir um resultado específico para cada pessoa. O grau de melhora depende de vários fatores, como o estágio da doença, a técnica escolhida e o engajamento na reabilitação. Durante a consulta, a Dra. Rosana explica as expectativas realistas para o seu caso.

A fisioterapia continua sendo necessária mesmo após a cirurgia?

Sim, a fisioterapia é parte fundamental da recuperação cirúrgica. Ela ajuda a recuperar a amplitude de movimento, a força e a coordenação do polegar de forma segura e progressiva. O trabalho do fisioterapeuta especializado em mão é complementar ao da cirurgia e tem grande influência no resultado final.

Existe idade mínima ou máxima para fazer a cirurgia de rizartrose?

Não existe uma faixa etária rígida. A indicação cirúrgica considera o grau de desgaste articular, o estado geral de saúde, as necessidades funcionais e a qualidade de vida do paciente. Pessoas mais jovens e mais ativas podem ter indicações específicas, assim como pacientes idosos com boa saúde geral. Tudo é avaliado de forma individualizada.

Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento são individualizados e dependem de avaliação presencial.

Está com esses sintomas?

Agende uma avaliação com a Dra. Rosana Endo, cirurgiã de mão em São Paulo.