Dra. Rosana Endo
Dra. Rosana Endo
Dra. Rosana Endo
Cirurgiã de mão · CRM-SP 155849 · RQE 63923 · RQE 114843 · 18/08/2026

Cirurgia do Polegar para Motoristas: Mitos e Verdades

A cirurgia de suspensão do polegar é uma das opções para tratar a rizartrose em casos avançados — e para quem dirige muito, entender o que é mito e o que é verdade sobre esse procedimento pode mudar completamente a decisão de buscar ajuda.

Por que motoristas sofrem mais com a base do polegar?

Quem passa horas ao volante conhece bem aquela dor que aparece na base do polegar — às vezes ao girar a chave de ignição, segurar a embreagem ou simplesmente apoiar a mão no câmbio. Essa dor tem nome: rizartrose, que é a artrose da articulação que une o polegar ao punho.

Dirigir exige movimentos repetitivos e força contínua do polegar. Com o tempo, a cartilagem que protege essa pequena articulação vai se desgastando. O resultado é dor, inchaço, fraqueza no aperto e, em casos mais avançados, uma deformidade visível na base do polegar.

Isso não significa que todo motorista vai desenvolver rizartrose, mas o uso intenso das mãos acelera o processo em quem já tem predisposição genética, histórico de lesão ou em mulheres após a menopausa, grupo mais frequentemente afetado.

O que é a cirurgia de suspensão do polegar, afinal?

A cirurgia de suspensão — tecnicamente chamada de trapeziectomia com ligamentoplastia — remove o osso trapézio, que fica na base do polegar e é justamente o que se desgasta na rizartrose. Em seguida, o cirurgião usa um tendão (geralmente retirado do próprio punho do paciente) para criar uma espécie de "andaime" que sustenta o polegar no lugar certo.

O nome "suspensão" vem exatamente daí: o polegar fica suspenso por esse novo suporte de tecido vivo, sem o osso que causava a dor. Com o tempo, o espaço deixado pelo osso preenche com tecido cicatricial firme.

Essa não é a única técnica disponível — existem variações e procedimentos diferentes dependendo do estágio da doença e das características de cada pessoa. Por isso, a avaliação com um especialista em cirurgia da mão é fundamental antes de qualquer decisão.

Mitos e verdades: o que circula por aí sobre essa cirurgia

MITO: "Cirurgia é sempre o primeiro passo"

Verdade: a cirurgia é considerada quando os tratamentos conservadores — como fisioterapia, órteses, infiltrações e medicamentos — não trouxeram melhora suficiente. Nos estágios iniciais da rizartrose, muitos pacientes evoluem bem sem precisar de procedimento cirúrgico.

MITO: "Depois da cirurgia nunca mais consigo dirigir"

Verdade: a grande maioria dos pacientes retorna gradualmente às atividades, incluindo dirigir. O tempo de retorno varia de pessoa para pessoa e depende do tipo de câmbio do carro, da evolução da reabilitação e da avaliação do cirurgião. Não existe uma data universal garantida.

MITO: "A recuperação é rápida, em duas semanas já estou no volante"

Verdade: a recuperação costuma ser mais longa do que as pessoas esperam. O processo de reabilitação envolve fisioterapia e pode durar alguns meses até que a força e a função do polegar se restabeleçam de forma adequada para atividades que exigem esforço, como segurar o volante por horas.

MITO: "Essa cirurgia é muito arriscada e invasiva"

Verdade: como qualquer procedimento cirúrgico, existem riscos — infecção, alteração de sensibilidade, rigidez. Mas, quando bem indicada e realizada por um especialista em cirurgia da mão, é um procedimento estabelecido e com bons resultados descritos na literatura médica. O risco real para cada pessoa só pode ser avaliado em consulta.

VERDADE: "A fisioterapia depois da cirurgia é tão importante quanto a cirurgia em si"

Absolutamente. A reabilitação pós-operatória é parte inseparável do tratamento. Sem ela, mesmo uma cirurgia tecnicamente bem realizada pode não trazer o resultado funcional esperado.

Sinais de que é hora de consultar um especialista em cirurgia da mão

Não espere a dor virar uma companheira constante ao volante. Alguns sinais merecem atenção mais cuidadosa:

Esses sinais não confirmam rizartrose — apenas um exame clínico e, quando necessário, exames de imagem podem fazer isso. O que eles indicam é que vale muito a pena agendar uma avaliação antes que a situação avance.

Como a Dra. Rosana Endo avalia cada caso antes de indicar cirurgia

A Dra. Rosana Endo, cirurgiã de mão com atuação em São Paulo, parte de uma premissa simples: cirurgia bem indicada começa por uma avaliação completa. Isso inclui ouvir a história do paciente — inclusive quantas horas por dia ele dirige e como é o seu trabalho —, examinar clinicamente a articulação e analisar os exames de imagem.

A decisão sobre operar ou não, e qual técnica usar, é sempre compartilhada com o paciente. Afinal, quem dirige profissionalmente ou depende do carro no dia a dia tem necessidades diferentes de quem usa o carro esporadicamente. Essas particularidades importam na hora de planejar o tratamento.

Se você tem dúvidas sobre a rizartrose ou sobre a cirurgia de suspensão do polegar, o melhor passo é agendar uma avaliação presencial. Nenhum texto — por mais completo que seja — substitui o exame clínico individualizado.

Cuidados no volante enquanto você ainda não resolveu o problema

Enquanto aguarda uma consulta ou está em tratamento conservador, algumas adaptações podem ajudar a reduzir a sobrecarga na base do polegar durante a direção:

Essas dicas são medidas de conforto e não substituem o tratamento adequado. Cada caso tem suas particularidades e o que funciona para uma pessoa pode não ser o ideal para outra.

Perguntas frequentes

Quanto tempo depois da cirurgia de suspensão do polegar posso voltar a dirigir?

Não existe uma data única que vale para todos os pacientes. O retorno à direção depende da evolução da reabilitação, do tipo de câmbio do veículo e da avaliação do seu cirurgião. Em geral, atividades leves voltam antes, mas dirigir por longos períodos exige que a força e a função do polegar estejam bem recuperadas. Essa definição é feita em consulta, acompanhando cada caso.

A cirurgia de suspensão do polegar cura a rizartrose definitivamente?

A cirurgia remove a fonte principal de dor — o osso desgastado — e reconstrói o suporte da articulação. Muitos pacientes relatam melhora significativa da dor e recuperação funcional. Porém, nenhum procedimento cirúrgico pode ser garantido como cura definitiva para todos os casos. O resultado depende de vários fatores individuais, incluindo adesão à fisioterapia.

Tenho rizartrose nos dois polegares. Os dois podem ser operados juntos?

Em geral, não se opera os dois lados ao mesmo tempo, pois a pessoa ficaria com ambas as mãos imobilizadas, o que compromete totalmente a autonomia no dia a dia. A sequência e o intervalo entre as cirurgias são definidos pelo cirurgião de acordo com cada situação. Essa é uma questão importante a discutir na consulta.

Posso evitar a cirurgia fazendo fisioterapia e usando órtese?

Em estágios iniciais e intermediários, o tratamento conservador — fisioterapia, órteses, infiltrações — frequentemente permite controlar bem os sintomas. A cirurgia costuma ser considerada quando essas medidas não trazem mais alívio suficiente ou quando a doença já está em estágio avançado. Só uma avaliação especializada pode dizer qual o melhor caminho para o seu caso.

Dirigir muito piorou minha rizartrose? Precisarei parar de trabalhar?

O uso repetitivo pode contribuir para acelerar o desgaste em quem já tem predisposição. Mas isso não significa automaticamente que você precisará parar de trabalhar. Com o tratamento adequado — seja conservador ou cirúrgico — muitos motoristas profissionais retomam suas atividades. O importante é não ignorar os sintomas e buscar avaliação antes que o quadro avance.

Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento são individualizados e dependem de avaliação presencial.

Está com esses sintomas?

Agende uma avaliação com a Dra. Rosana Endo, cirurgiã de mão em São Paulo.