Órtese para Rizartrose: O Que Esperar na Consulta
A rizartrose é uma artrose que afeta a articulação na base do polegar e causa dor ao digitar, pinçar ou girar objetos. O uso de órtese é uma das principais estratégias de tratamento conservador e costuma ser indicado já na primeira consulta.
Por que quem digita muito sente dor na base do polegar?
Passar horas ao teclado exige que o polegar fique em movimento constante — pressionando a barra de espaço, apertando teclas de atalho e fazendo movimentos repetitivos de pinça. Com o tempo, essa sobrecarga pode acelerar o desgaste da articulação trapeziometacárpica, que fica bem na base do polegar, logo acima do punho.
Quando essa articulação perde a camada de cartilagem que a protege, os ossos começam a se rozar. O resultado é inflamação, dor localizada, dificuldade para abrir potes, segurar xícaras ou simplesmente digitar por mais de alguns minutos. Esse desgaste tem nome: rizartrose.
Mulheres acima dos 40 anos são as mais afetadas, especialmente aquelas que exercem atividades manuais intensas — e o trabalho em frente ao computador se encaixa bem nesse perfil. Mas homens também desenvolvem a condição, e pessoas mais jovens podem apresentar sintomas quando há predisposição genética ou histórico de lesões no polegar.
O que é a órtese para rizartrose e como ela funciona?
A órtese para rizartrose é uma espécie de suporte removível, geralmente feito de material termoplástico rígido ou de tecido com reforço estrutural, que envolve a base do polegar e parte do punho. O objetivo principal é estabilizar a articulação trapeziometacárpica, reduzindo o movimento que provoca dor e inflamação.
Ao limitar os movimentos extremos do polegar — sem imobilizá-lo completamente —, a órtese permite que a pessoa continue realizando atividades do dia a dia com menos desconforto. Para quem trabalha digitando, isso pode significar conseguir terminar uma reunião virtual ou responder e-mails sem precisar pausar por causa da dor.
Tipos de órtese mais usados
- Órtese curta (de polegar): envolve apenas a base do polegar, deixando o punho livre. É indicada para casos mais leves ou para uso durante o trabalho.
- Órtese longa (de punho e polegar): estabiliza também o punho, oferecendo suporte maior. Costuma ser usada em fases mais agudas, com dor intensa.
- Órteses prontas de tecido: mais acessíveis, úteis como solução temporária, mas podem não oferecer o mesmo nível de suporte das órteses sob medida.
A escolha do tipo certo depende do estágio da artrose, da intensidade dos sintomas e da rotina de cada paciente. Por isso, a indicação deve sempre partir de uma avaliação médica individualizada.
Exames para diagnosticar rizartrose: o que você vai fazer antes da consulta?
Em muitos casos, o diagnóstico da rizartrose começa pelo exame clínico: a médica examina a mão, identifica os pontos de dor à palpação e realiza manobras específicas que testam a estabilidade e a mobilidade da articulação. Um dos testes mais conhecidos é o teste da gaxeta (ou grind test), em que o médico faz uma leve pressão e rotação no polegar para verificar se há crepitação ou dor característica.
Para confirmar o diagnóstico e avaliar o grau de desgaste, a radiografia das mãos em posições específicas é o exame mais solicitado. Ela permite ver:
- O espaço entre os ossos da articulação (quando reduzido, indica perda de cartilagem);
- A presença de osteófitos, que são pequenas saliências ósseas que se formam como resposta ao desgaste;
- O alinhamento do polegar em relação ao trapézio.
Em alguns casos, a médica pode pedir uma ressonância magnética para avaliar estruturas como tendões e ligamentos ao redor da articulação, especialmente se houver suspeita de lesões associadas. O ultrassom também pode ser utilizado para guiar infiltrações ou avaliar inflamação dos tecidos moles.
Não é necessário chegar à consulta já com exames prontos — a Dra. Rosana avalia o que é necessário para cada caso durante a própria consulta.
O que esperar da primeira consulta com a cirurgiã de mão?
Chegar à consulta sem saber o que vai acontecer pode gerar ansiedade. Por isso, entender o passo a passo ajuda a aproveitar melhor o tempo com a médica.
Como a consulta costuma acontecer
- Anamnese detalhada: a médica pergunta sobre o histórico da dor — quando começou, o que piora, o que alivia, se há dificuldade em atividades específicas como digitar ou segurar objetos.
- Exame físico das mãos: inclui avaliação da força de pinça, amplitude de movimento, presença de deformidade na base do polegar e testes clínicos como o grind test.
- Análise de exames de imagem: se você já tiver radiografias ou outros exames, leve-os. Caso contrário, a médica orientará quais solicitar.
- Discussão do plano de tratamento: após o diagnóstico, as opções são explicadas de forma clara, incluindo o uso de órtese, fisioterapia, medicamentos para controle da inflamação e, em casos específicos, procedimentos como infiltração.
É importante chegar com informações sobre sua rotina de trabalho: quantas horas passa digitando, se usa mouse, se faz pausas, se já tentou alguma adaptação ergonômica. Esses detalhes fazem diferença na hora de personalizar o tratamento.
A cirurgia é discutida apenas quando os tratamentos conservadores não oferecem melhora satisfatória ao longo do tempo — e essa decisão é sempre compartilhada com o paciente, sem pressa.
Dicas práticas para quem digita e convive com a dor no polegar
Enquanto aguarda a consulta ou durante o tratamento, algumas adaptações na rotina de trabalho podem ajudar a reduzir a sobrecarga na articulação afetada:
- Ajuste o teclado e o mouse: teclados mais planos e mouses ergonômicos reduzem a extensão forçada do punho e dos dedos durante o uso.
- Faça pausas regulares: a cada 30 a 40 minutos de digitação, pause por alguns minutos. Movimentos suaves de alongamento ajudam a reduzir a tensão acumulada.
- Evite pinças fortes: abrir embalagens, girar tampas e segurar objetos pesados pela ponta dos dedos são movimentos que sobrecarregam a base do polegar.
- Use a órtese conforme orientação médica: não ajuste nem abandone o uso por conta própria. A adaptação leva alguns dias, e a correta indicação de tempo de uso faz parte do tratamento.
- Não ignore sinais de piora: inchaço, dor que não cede com repouso ou formigamento associado podem indicar outras condições e merecem avaliação.
Essas medidas não substituem o tratamento médico, mas fazem parte de um cuidado mais amplo com a saúde das mãos — algo especialmente importante para quem depende delas para trabalhar todos os dias.
Quando procurar a Dra. Rosana Endo para avaliação?
Nem toda dor na base do polegar é rizartrose, e nem toda rizartrose tem o mesmo grau de comprometimento. O diagnóstico correto é o ponto de partida para qualquer tratamento que faça sentido para a sua vida.
Considere agendar uma avaliação se você perceber:
- Dor persistente na base do polegar ao digitar ou após o trabalho;
- Sensação de 'travamento' ou dificuldade para mover o polegar livremente;
- Fraqueza ao pinçar objetos pequenos, como abotoar roupas ou segurar uma caneta;
- Abaulamento visível ou deformidade na região da base do polegar;
- Piora progressiva dos sintomas ao longo de semanas ou meses.
A Dra. Rosana Endo é cirurgiã de mão com atuação em São Paulo e realiza avaliações completas para diagnóstico e tratamento de condições como a rizartrose. O atendimento é feito de forma clara e individualizada, com explicação de cada etapa do processo. Para agendar sua consulta, utilize o botão de agendamento disponível nesta página.
Perguntas frequentes
A órtese para rizartrose cura a artrose do polegar?
Não. A órtese não reverte o desgaste da cartilagem, mas é uma ferramenta importante para reduzir a dor e a inflamação, permitindo que a articulação descanse e o paciente retome suas atividades com mais conforto. O tratamento completo é definido caso a caso na consulta médica.
Posso continuar trabalhando digitando enquanto uso a órtese?
Em muitos casos, sim. As órteses curtas para rizartrose são desenvolvidas justamente para permitir o uso durante atividades funcionais, incluindo a digitação. O tipo de órtese mais adequado para a sua rotina de trabalho é definido pela médica após avaliação.
Preciso fazer radiografia antes de ir à consulta?
Não é obrigatório chegar com exames prontos. A Dra. Rosana realiza o exame clínico na consulta e orienta quais exames de imagem são necessários para cada caso. Se você já tiver feito alguma radiografia das mãos recentemente, leve para a consulta.
Rizartrose tem cura com fisioterapia e órtese?
A artrose é uma condição degenerativa, o que significa que o desgaste da cartilagem não se reconstitui. No entanto, o tratamento conservador — que inclui órtese, fisioterapia e medicamentos anti-inflamatórios — pode controlar os sintomas de forma satisfatória por muito tempo. Cada caso responde de forma diferente, e a avaliação médica é essencial para estabelecer expectativas realistas.
A cirurgia para rizartrose é sempre necessária?
Não. A cirurgia é considerada apenas quando os tratamentos conservadores não proporcionam melhora adequada após um período razoável de acompanhamento. A grande maioria dos pacientes consegue bons resultados sem chegar ao procedimento cirúrgico. Essa discussão acontece de forma transparente durante o acompanhamento com a médica.
Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento são individualizados e dependem de avaliação presencial.
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