Dra. Rosana Endo
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Dra. Rosana Endo
Cirurgiã de mão · CRM-SP 155849 · RQE 63923 · RQE 114843 · 25/06/2026

Rizartrose: quando a base do polegar começa a deformar

A rizartrose é a artrose que afeta a articulação na base do polegar e, com o tempo, pode causar uma deformidade visível nessa região — especialmente perceptível para quem passa horas ao volante. Reconhecer os sinais de que o quadro está evoluindo é o primeiro passo para buscar cuidado no momento certo.

O que acontece com a base do polegar na rizartrose

A base do polegar abriga uma pequena articulação chamada trapeziometacarpal, responsável por praticamente todos os movimentos finos e de força que fazemos com a mão. Na rizartrose, a cartilagem que reveste essa articulação vai se desgastando progressivamente, fazendo com que os ossos passem a trabalhar com menos amortecimento.

Com o tempo, o corpo tenta compensar esse desgaste de formas que acabam gerando consequências visíveis. Os ligamentos que sustentam a articulação ficam sobrecarregados e, em alguns casos, começam a ceder. É aí que a deformidade começa a se instalar: o metacarpo do polegar — o ossinho que une a base ao dedo — migra para fora do eixo normal, criando uma protuberância na lateral da mão, logo abaixo do polegar.

Essa saliência não é inchaço comum. É uma mudança estrutural que indica que a articulação perdeu parte do seu alinhamento original. Em fases mais avançadas, o polegar pode assumir uma postura característica em zig-zag, com a base desviada para um lado e a ponta compensando para o outro.

Sinais de que a rizartrose está piorando

A progressão da doença raramente acontece de um dia para o outro, mas há indicadores importantes de que o quadro está avançando. Fique atento a:

Nenhum desses sinais deve ser avaliado isoladamente. Apenas uma consulta com um especialista em cirurgia da mão pode determinar o real estágio da doença.

Por que quem dirige muito sente mais

O volante exige do polegar um trabalho quase contínuo. Ao girar o volante, especialmente em manobras de estacionamento ou curvas fechadas, a base do polegar recebe carga repetitiva e em diferentes direções. Para uma articulação com cartilagem desgastada, esse ciclo constante de tensão equivale a roçar uma ferida várias vezes ao dia.

Motoristas profissionais — de aplicativo, caminhoneiros, entregadores — relatam com frequência que a dor piora ao longo do turno e que os primeiros minutos após segurar o volante são os mais difíceis, até a articulação 'aquecer'. Isso é a rigidez matinal (ou pós-repouso) típica da artrose sendo provocada mecanicamente.

Além do volante, ações cotidianas no carro agravam o quadro:

O problema é que o motorista tende a ignorar a dor durante horas porque 'precisa trabalhar', o que pode acelerar a progressão da deformidade.

Deformidade: quando ela aparece e o que representa

A deformidade na rizartrose não é apenas estética. Ela é um marcador clínico — ou seja, um sinal físico que ajuda o médico a entender o quanto a doença já progrediu.

Existem classificações usadas por cirurgiões de mão para estadiar a rizartrose com base em exames de imagem e no exame físico. A presença de deformidade já visível costuma indicar um estágio mais avançado, no qual os ligamentos sofreram e a articulação perdeu parte do seu alinhamento.

É importante entender que a deformidade, uma vez instalada, não regride sozinha. O tratamento pode estabilizar o quadro, aliviar a dor e melhorar a função — mas a reversão espontânea da postura alterada não acontece sem intervenção específica. Por isso, identificar e tratar cedo faz diferença.

O que não confundir com rizartrose

Nem toda dor ou saliência na base do polegar é rizartrose. Existem outras condições — como cistos, tendinites e até fraturas antigas mal consolidadas — que podem mimetizar os sintomas. Somente a avaliação clínica combinada com exames de imagem permite diferenciar essas situações com segurança.

O que esperar de uma avaliação especializada

Na consulta com a Dra. Rosana Endo, a avaliação começa pelo histórico da pessoa: há quanto tempo a dor existe, quais atividades pioram, se já houve tratamento anterior e qual é a rotina de trabalho — incluindo, claro, se a pessoa dirige muito e por quantas horas.

O exame físico inclui testes específicos para a articulação trapeziometacarpal, observação da postura do polegar e identificação de qualquer deformidade presente. A força de pinça pode ser medida com um instrumento chamado dinamômetro.

Radiografias do polegar em posições específicas são essenciais para ver o grau de desgaste da cartilagem e o alinhamento ósseo. Com essas informações em mãos, é possível conversar sobre as opções disponíveis — que vão desde medidas conservadoras até procedimentos cirúrgicos, dependendo do estágio e das necessidades de cada pessoa.

O objetivo principal é sempre recuperar função e reduzir dor, de forma que a pessoa possa retomar suas atividades — incluindo dirigir — com mais qualidade e conforto.

Perguntas frequentes

A protuberância na base do polegar sempre indica rizartrose?

Não necessariamente. Uma saliência nessa região pode ter outras causas, como cistos articulares ou alterações tendíneas. A rizartrose é uma das causas mais comuns em adultos acima dos 40 anos, mas a confirmação do diagnóstico depende de exame clínico e de imagem feito por um especialista.

Dirigir agrava a deformidade da rizartrose?

A sobrecarga repetitiva no volante pode sim intensificar a inflamação e a dor, e o uso contínuo sem tratamento pode contribuir para a progressão do quadro. Isso não significa que a pessoa deva parar de dirigir imediatamente, mas é importante buscar avaliação para entender como proteger a articulação durante essa atividade.

Com rizartrose avançada ainda é possível evitar cirurgia?

Depende de cada caso. Existem situações em que, mesmo com deformidade instalada, o tratamento conservador — como órteses, fisioterapia e infiltrações — consegue oferecer alívio suficiente. Em outros casos, a cirurgia pode ser a opção que traz mais benefício funcional. Essa decisão é sempre individualizada e discutida com o paciente.

A dor na base do polegar ao volante pode ser confundida com outro problema?

Sim. A síndrome de De Quervain, por exemplo, afeta tendões do polegar e causa dor em localização parecida. Lesões ligamentares antigas e artrite reumatoide também podem se manifestar de forma semelhante. Por isso, a avaliação médica é indispensável para distinguir as condições e indicar o tratamento adequado.

Em quanto tempo a rizartrose causa deformidade visível?

Não há um prazo fixo — a velocidade de progressão varia muito de pessoa para pessoa e depende de fatores como genética, intensidade de uso das mãos, presença de inflamação ativa e se houve tratamento ao longo do tempo. Algumas pessoas convivem por anos com sintomas leves sem deformidade; outras progridem mais rapidamente. Acompanhamento periódico com especialista ajuda a monitorar essa evolução.

Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento são individualizados e dependem de avaliação presencial.

Está com esses sintomas?

Agende uma avaliação com a Dra. Rosana Endo, cirurgiã de mão em São Paulo.