Dra. Rosana Endo
Dra. Rosana Endo
Dra. Rosana Endo
Cirurgiã de mão · CRM-SP 155849 · RQE 63923 · RQE 114843 · 11/09/2026

Rizartrose: desgaste na base do polegar diagnosticado

Rizartrose é o desgaste da cartilagem da articulação trapézio-metacarpal, na base do polegar. O diagnóstico combina avaliação clínica com testes específicos e radiografia. Estudos indicam que ela afeta mais mulheres após os 40 anos e tem tratamento eficaz, conservador ou cirúrgico.

O que é rizartrose e por que ela afeta tanto mulheres acima dos 40?

A articulação trapézio-metacarpal é a mais móvel do polegar, o que a torna especialmente vulnerável ao desgaste ao longo dos anos. Por isso, a rizartrose é uma das artroses de mão mais comuns em mulheres na faixa etária dos 40 aos 70 anos.

Quais os sintomas do desgaste na base do polegar que indicam rizartrose?

A dor é o sintoma mais marcante e costuma se localizar exatamente na base do polegar — aquela região carnuda em formato de triângulo chamada eminência tenar. Ela piora ao segurar objetos pequenos, girar chaves ou apertar tampas.

Outros sinais comuns incluem:

Nos estágios iniciais, a dor aparece apenas durante o esforço e melhora com repouso. Com o avanço do desgaste, a dor passa a ocorrer mesmo em repouso e à noite, afetando o sono e as atividades cotidianas.

Como é feito o diagnóstico da rizartrose na articulação trapézio-metacarpal?

O diagnóstico da rizartrose é essencialmente clínico e radiográfico, realizado em consulta com especialista em cirurgia da mão. Não existe um único exame que, isoladamente, confirme o diagnóstico — ele resulta da combinação de anamnese detalhada, exame físico e imagem.

Avaliação clínica e testes específicos

Durante a consulta, a médica avalia a localização e o padrão da dor, a história de atividades repetitivas e os antecedentes familiares. Em seguida, realiza testes físicos direcionados:

Radiografia: o exame de imagem fundamental

A radiografia das mãos em posições específicas — incluindo a incidência de Robert, com o polegar em rotação interna — permite visualizar o estreitamento do espaço articular, a formação de osteófitos (bicos de papagaio) e o grau de desgaste da cartilagem. Com base na imagem radiográfica, a doença é classificada em quatro estágios (classificação de Eaton e Littler), o que orienta diretamente a escolha do tratamento.

Outros exames de imagem

A ressonância magnética e a ultrassonografia são solicitadas em casos específicos, para avaliar os ligamentos ou identificar inflamação sinovial associada. Elas complementam, mas não substituem, a radiografia no estadiamento da rizartrose.

É importante destacar que nem sempre a intensidade da dor corresponde ao grau de desgaste visto na imagem: algumas pessoas com alterações radiográficas importantes têm poucos sintomas, enquanto outras sentem dor intensa com alterações ainda discretas.

Quais são as opções de tratamento para a rizartrose?

O tratamento é individualizado conforme o estágio do desgaste, a intensidade dos sintomas e o impacto nas atividades diárias. A abordagem começa sempre pelas medidas conservadoras.

Tratamento conservador

Tratamento cirúrgico

Quando o tratamento conservador não controla os sintomas de forma satisfatória — ou quando o desgaste articular é avançado —, a cirurgia é indicada. A técnica mais utilizada é a trapeziectomia com ou sem reconstrução ligamentar, que consiste na retirada do osso trapézio e na reorganização dos tecidos ao redor para manter a estabilidade do polegar.

A recuperação pós-operatória costuma durar entre três e seis meses, com retorno progressivo às atividades. Na maioria dos casos operados, estudos indicam alívio significativo da dor e recuperação funcional satisfatória da pinça.

Quando procurar uma especialista em cirurgia da mão para dor na base do polegar?

Nem toda dor no polegar é rizartrose — tendinites, cistos e outras condições podem causar sintomas semelhantes. Por isso, a avaliação especializada é indispensável para um diagnóstico correto.

Procure uma especialista em cirurgia da mão se você apresentar:

O diagnóstico precoce faz diferença real: nos estágios iniciais, o tratamento conservador tem grande chance de controlar os sintomas e preservar a função articular por muitos anos. Aguardar até a dor se tornar insuportável frequentemente significa lidar com um desgaste mais avançado e com menos opções não cirúrgicas disponíveis.

A Dra. Rosana Endo realiza avaliação completa da rizartrose, com exame clínico dirigido e análise das imagens, para definir o melhor plano de tratamento para cada paciente. Agende sua consulta para receber um diagnóstico preciso e orientação personalizada.

Perguntas frequentes

Rizartrose tem cura ou só controle dos sintomas?

O desgaste articular da rizartrose é irreversível — a cartilagem destruída não se regenera. O objetivo do tratamento é controlar a dor, preservar a função e retardar a progressão. Com o tratamento adequado, a maioria das pessoas consegue manter boa qualidade de vida e realizar suas atividades cotidianas.

Dá para confirmar rizartrose só pela dor, sem fazer exame?

Não. A dor na base do polegar pode ter várias causas. O diagnóstico definitivo da rizartrose exige avaliação clínica com testes específicos e radiografia, feitos por uma especialista em cirurgia da mão. Autodiagnóstico pode levar a tratamentos inadequados e atrasar o cuidado correto.

Posso continuar fazendo as atividades normais com rizartrose?

Em geral sim, com adaptações. A especialista orienta quais atividades evitar e como adaptar gestos do dia a dia para reduzir a carga sobre a articulação. Forçar a articulação inflamada sem orientação pode acelerar o desgaste.

A infiltração na base do polegar dói muito?

A infiltração causa desconforto breve no momento da aplicação, mas é um procedimento rápido e bem tolerado pela maioria das pacientes. O alívio da dor articular nas horas e dias seguintes costuma superar o desconforto momentâneo do procedimento.

Depois da cirurgia de rizartrose, o polegar fica com menos força?

Logo após a cirurgia há um período de adaptação com redução temporária da força. Com a reabilitação adequada, estudos indicam que a maioria das pacientes recupera força funcional satisfatória e, principalmente, opera sem a dor que tinha antes — o que, na prática, representa grande ganho de qualidade de vida.

Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento são individualizados e dependem de avaliação presencial.

Está com esses sintomas?

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