Dra. Rosana Endo
Dra. Rosana Endo
Dra. Rosana Endo
Cirurgiã de mão · CRM-SP 155849 · RQE 63923 · RQE 114843 · 04/07/2026

Rizartrose e Diabetes: Exames e a Consulta com a Especialista

A rizartrose é o desgaste da articulação trapézio-metacarpal, localizada na base do polegar, e pode ser ainda mais desafiadora para quem vive com diabetes. Conhecer os exames e saber o que esperar da consulta ajuda você a chegar preparado e aproveitar ao máximo o atendimento.

O que acontece na articulação trapézio-metacarpal

A articulação trapézio-metacarpal fica exatamente onde o primeiro osso do polegar (primeiro metacarpo) se encaixa no osso trapézio, um dos pequenos ossos do punho. Essa junção é responsável pelo movimento amplo e preciso que o polegar faz ao pinçar, segurar objetos e realizar tarefas do dia a dia.

Com o tempo, a cartilagem que reveste essa articulação pode se desgastar. Quando isso ocorre, os ossos passam a ter um contato mais direto entre si, gerando dor, crepitação (aquele barulho ou sensação de areia ao movimentar) e, gradualmente, perda de força para atividades simples como abrir uma garrafa ou girar uma chave.

Esse processo de desgaste recebe o nome de rizartrose — e é uma das formas de artrose mais comuns nas mãos, afetando especialmente mulheres a partir dos 40 anos, embora homens também possam desenvolver a condição.

Por que o diabetes merece atenção especial nesse contexto

Quem convive com diabetes sabe que a doença influencia muitos tecidos do corpo, e as articulações das mãos não são exceção. A hiperglicemia crônica — isto é, níveis de glicose elevados por longos períodos — pode acelerar processos inflamatórios e alterar a qualidade do colágeno, proteína fundamental para a saúde das cartilagens e dos tendões.

Além disso, pessoas com diabetes têm maior tendência a desenvolver outras condições nas mãos, como a síndrome do túnel do carpo e a contratura de Dupuytren, que podem coexistir com a rizartrose e tornar o quadro clínico mais complexo.

Outro ponto importante: o controle cirúrgico em pacientes diabéticos exige cuidados adicionais, como avaliação da cicatrização, do controle glicêmico no pré e pós-operatório e da função vascular. Por isso, comunicar ao médico que você tem diabetes desde a primeira consulta é fundamental para que o planejamento seja feito com segurança.

Sinais que merecem avaliação médica

Esses sinais não confirmam o diagnóstico por si só — apenas uma avaliação presencial com exame clínico e de imagem pode fazer isso.

Quais exames são solicitados e por que cada um importa

Na consulta para investigar a rizartrose, a especialista costuma combinar exame clínico detalhado com exames de imagem. Entender para que serve cada um ajuda você a chegar sem surpresas.

Radiografia (Rx) das mãos

É geralmente o primeiro exame solicitado. O Rx permite visualizar o espaço articular entre o trapézio e o primeiro metacarpo. Quando esse espaço está reduzido, há formação de osteófitos (os chamados "bicos de papagaio") ou alterações na forma dos ossos, esses achados apontam para o desgaste articular. O exame é simples, rápido e de baixo custo.

Ultrassonografia das mãos

Útil para avaliar estruturas moles como tendões, ligamentos e a presença de líquido inflamatório na articulação. Em alguns casos, pode ajudar a diferenciar a rizartrose de tendinites que causam dor semelhante na mesma região.

Ressonância magnética

Não é solicitada de rotina para rizartrose, mas pode ser indicada quando há dúvida diagnóstica, suspeita de lesão ligamentar associada ou necessidade de planejamento cirúrgico mais detalhado. Fornece imagens precisas da cartilagem, ossos e tecidos ao redor.

Exames laboratoriais no contexto do diabetes

Para pacientes diabéticos, é comum que sejam solicitados exames como hemoglobina glicada (HbA1c), glicemia de jejum e, dependendo do caso, avaliação da função renal. Esses dados ajudam a entender o controle metabólico atual e a planejar com segurança qualquer procedimento, se necessário.

Leve para a consulta todos os exames anteriores que você já tiver, incluindo os relacionados ao diabetes. Isso economiza tempo e torna a avaliação mais completa.

O que esperar na consulta com a Dra. Rosana Endo

Saber o que vai acontecer durante a consulta reduz a ansiedade e permite que você participe ativamente. Veja como costuma ser o atendimento:

Conversa sobre a história dos sintomas

A Dra. Rosana vai perguntar quando a dor começou, o que a melhora ou piora, quais atividades ficaram difíceis e como está seu controle do diabetes. Seja detalhado — quanto mais informações, melhor o diagnóstico.

Exame físico das mãos

Inclui avaliação da força de pinça, pesquisa de pontos dolorosos específicos na base do polegar, mobilidade da articulação trapézio-metacarpal e testes clínicos como o teste de grinding (ou teste de compressão axial), que reproduz o movimento articular para identificar dor e crepitação características da rizartrose.

Análise dos exames de imagem

Se você já tiver exames, eles serão revisados. Caso ainda não tenha, a especialista indicará quais solicitar. A imagem complementa o exame clínico — nenhum dos dois substitui o outro.

Discussão das opções de tratamento

O tratamento da rizartrose pode incluir medidas não cirúrgicas — como órteses (talas para o polegar), fisioterapia, mudanças em hábitos de uso das mãos e, quando indicado, infiltrações — ou, em casos mais avançados, abordagem cirúrgica. Para pacientes diabéticos, o controle glicêmico faz parte do planejamento terapêutico, especialmente quando se considera um procedimento.

A consulta é o espaço para tirar todas as suas dúvidas sem pressa. Anote suas perguntas antes de vir — isso ajuda muito.

Como se preparar para aproveitar melhor a consulta

Alguns cuidados simples antes da consulta fazem diferença para que o atendimento seja mais produtivo:

Quanto mais preparado você chegar, mais aproveitará o tempo com a especialista. Se tiver um acompanhante, ele pode ajudar a lembrar as informações passadas durante o atendimento.

Perguntas frequentes

O diabetes acelera o desgaste da articulação trapézio-metacarpal?

O diabetes pode contribuir para processos inflamatórios nas articulações e para alterações no colágeno dos tecidos moles, o que pode influenciar a progressão do desgaste articular. No entanto, cada caso é individual, e somente uma avaliação clínica pode determinar como o diabetes está relacionado ao quadro de cada paciente.

É possível tratar a rizartrose sem cirurgia?

Em muitos casos, especialmente nos estágios iniciais e intermediários, o tratamento não cirúrgico — com órteses, fisioterapia e outras medidas — traz alívio significativo. A necessidade ou não de cirurgia depende do grau de desgaste articular, dos sintomas e da resposta ao tratamento conservador, e só pode ser definida após avaliação presencial.

Quais exames devo levar para a primeira consulta?

Leve todos os exames de imagem das mãos que você já tiver (Rx, ultrassom, ressonância), além dos exames laboratoriais mais recentes relacionados ao diabetes, como hemoglobina glicada e glicemia de jejum. Caso não tenha nenhum exame ainda, a especialista indicará quais solicitar durante a consulta.

A dor na base do polegar pode ser outra coisa além de rizartrose?

Sim. Tendinite de De Quervain, síndrome do túnel do carpo, artrite reumatoide e outras condições podem causar dor em regiões próximas. Por isso, o diagnóstico preciso exige exame clínico e de imagem — nunca deve ser feito com base apenas nos sintomas descritos, sem avaliação médica.

O controle do diabetes influencia o resultado do tratamento da rizartrose?

O controle glicêmico é muito importante, especialmente quando há perspectiva de procedimento cirúrgico, pois interfere na cicatrização e no risco de infecção. Mesmo no tratamento não cirúrgico, manter o diabetes bem controlado contribui para um ambiente inflamatório menos agressivo nos tecidos das mãos. A Dra. Rosana avalia esses aspectos em conjunto durante a consulta.

Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento são individualizados e dependem de avaliação presencial.

Está com esses sintomas?

Agende uma avaliação com a Dra. Rosana Endo, cirurgiã de mão em São Paulo.