Dra. Rosana Endo
Dra. Rosana Endo
Dra. Rosana Endo
Cirurgiã de mão · CRM-SP 155849 · RQE 63923 · RQE 114843 · 19/09/2026

Rizartrose: estágios e diagnóstico da artrose do polegar

A rizartrose é a artrose da articulação na base do polegar e evolui em quatro estágios, do desgaste inicial até a deformidade avançada. O diagnóstico combina exame clínico e radiografia. Estudos indicam que a condição afeta até 15% dos adultos acima de 40 anos, sendo mais comum em mulheres.

O que é rizartrose e quais são os pontos essenciais para entender a doença?

Quais são os quatro estágios da artrose da base do polegar e o que muda em cada um?

A classificação mais utilizada por especialistas em cirurgia da mão divide a rizartrose em quatro estágios, cada um com características clínicas e radiográficas distintas.

Estágio I — Início do processo

A cartilagem ainda está preservada, mas a cápsula articular começa a ficar frouxa. A dor aparece depois de esforços repetitivos, como rolar a tela do celular por longos períodos, e melhora com o repouso. No raio X, a articulação ainda parece normal ou apresenta pequena irregularidade.

Estágio II — Desgaste moderado

O espaço articular começa a se estreitar e surgem os primeiros osteófitos, que são pequenos bicos ósseos visíveis na radiografia. A dor se torna mais frequente, presente até em atividades leves, como digitar mensagens ou segurar uma xícara. Pode haver inchaço discreto na base do polegar.

Estágio III — Artrose estabelecida

O espaço articular está bastante reduzido, os osteófitos são maiores e a dor passa a ser constante. A força de pinça diminui visivelmente. Neste estágio, o polegar começa a perder o alinhamento natural. Atividades cotidianas, como desbloquear o celular com a digital ou apertar botões, se tornam desconfortáveis.

Estágio IV — Fase avançada

Há destruição quase completa da cartilagem, deformidade visível do polegar e comprometimento de articulações vizinhas. A dor é intensa mesmo em repouso. Neste estágio, o tratamento cirúrgico costuma ser a opção mais indicada para restaurar função e qualidade de vida.

Como o médico faz o diagnóstico da rizartrose na consulta?

O diagnóstico da rizartrose é essencialmente clínico e radiográfico — ou seja, começa com o que o paciente conta e com o que o médico encontra no exame físico, e é confirmado pela imagem.

Anamnese direcionada

A especialista pergunta sobre a localização exata da dor, em quais movimentos ela aparece, há quanto tempo os sintomas existem e quais atividades pioraram. Quem usa muito o celular frequentemente relata dor ao rolar a tela com o polegar, ao digitar rapidamente ou ao segurar o aparelho por longos períodos — padrão que já direciona a suspeita.

Teste de grind (ou moagem)

É o exame físico mais específico para rizartrose. A médica segura o primeiro metacarpo do paciente e realiza uma pressão axial com rotação suave da articulação. Quando há desgaste articular, esse movimento reproduz a dor característica e, em estágios avançados, produz uma sensação de crepitação, como areia dentro da articulação. A presença desse sinal, associada à queixa clínica, é altamente sugestiva de rizartrose.

Teste de estresse da pinça

O médico avalia a força e a estabilidade da articulação pedindo ao paciente que faça o movimento de pinça contra resistência. A dor e a fraqueza localizadas na base do polegar durante esse teste reforçam o diagnóstico.

Radiografia em posições específicas

A radiografia do polegar é solicitada em pelo menos duas posições — frente e perfil — e, na maioria das vezes, em uma posição especial chamada Robert, que posiciona a articulação trapeziometacarpal de forma ideal para visualizar o espaço articular. É a imagem que confirma o estágio da doença e orienta o planejamento do tratamento. A ressonância magnética é reservada para casos com dúvida diagnóstica ou quando se suspeita de lesões associadas nos tendões ou ligamentos.

Usar muito o celular pode causar ou agravar a rizartrose?

O uso intenso do celular não é a causa isolada da rizartrose, mas pode acelerar o surgimento dos sintomas em pessoas com predisposição genética ou que já apresentam desgaste articular inicial.

A articulação na base do polegar é a que suporta a maior carga de força durante os movimentos de pinça. Ao rolar a tela, digitar com o polegar ou segurar o aparelho em posições forçadas por horas, essa articulação trabalha repetidamente sob estresse. Com o tempo, esse padrão de sobrecarga contribui para o desgaste da cartilagem, especialmente em quem já tem predisposição.

Além disso, o uso do celular em posições incorretas — punho dobrado, polegar em extensão máxima ou o aparelho apoiado apenas na palma — aumenta a tensão nos ligamentos e na cápsula articular, estruturas que, quando frouxas, aceleram o processo de desgaste.

Ajustes simples que reduzem a sobrecarga:

Quais são as opções de tratamento da rizartrose e quando cada uma é indicada?

O tratamento é definido de acordo com o estágio da doença, a intensidade dos sintomas e o impacto nas atividades do dia a dia — e sempre começa pelas medidas conservadoras.

Tratamento conservador (estágios I, II e parte do III)

Nos estágios iniciais, a combinação de órtese estabilizadora da base do polegar, fisioterapia, adaptação das atividades e, quando necessário, infiltração com corticosteroide ou ácido hialurônico é capaz de controlar a dor e preservar a função. Estudos indicam que a maioria dos pacientes nessas fases consegue alívio significativo com esse conjunto de medidas por períodos prolongados.

Tratamento cirúrgico (estágios III avançado e IV)

Quando o tratamento conservador não é mais suficiente, a cirurgia entra como alternativa para restaurar função e eliminar a dor. A técnica mais realizada é a trapeziectomia, que consiste na retirada do osso trapézio — que compõe a articulação desgastada — com ou sem reconstrução ligamentar. O procedimento é feito em regime ambulatorial, com anestesia local ou sedação, e a recuperação funcional completa costuma ocorrer entre três e seis meses, dependendo do caso e da adesão à reabilitação.

A decisão entre uma técnica cirúrgica e outra é individualizada e discutida em consulta, levando em conta a demanda funcional do paciente, a extensão do desgaste e as condições clínicas gerais.

Quando a dor na base do polegar precisa de avaliação médica?

Nem toda dor no polegar é rizartrose, mas alguns sinais indicam que a avaliação com um especialista em cirurgia da mão não deve ser adiada:

Esses sintomas não significam, necessariamente, que a cirurgia será necessária — na maioria das vezes, o diagnóstico precoce amplia as opções de tratamento conservador e retarda a progressão. A Dra. Rosana Endo realiza a avaliação completa da articulação do polegar em consultório, com exame clínico e análise das imagens, para orientar o melhor caminho para cada caso.

Perguntas frequentes

Rizartrose tem cura?

A rizartrose é uma doença degenerativa e não tem reversão completa, mas o tratamento adequado controla a dor, preserva a função e melhora muito a qualidade de vida. Nos estágios iniciais, medidas conservadoras são suficientes para a maioria dos pacientes.

Como eu sei se a dor no polegar é rizartrose ou tendinite?

A localização é o principal diferencial: na rizartrose, a dor se concentra na articulação bem na base do polegar, próxima ao punho, e piora com o movimento de pinça. Na tendinite de De Quervain, a dor costuma ser um pouco mais acima, ao longo do tendão. Apenas o exame clínico com um especialista consegue diferenciar as duas condições com precisão.

Posso continuar usando o celular se tenho rizartrose?

Sim, mas é importante adaptar a forma de uso para reduzir a sobrecarga na base do polegar. Alternar os dedos ao digitar, apoiar o aparelho em superfícies e fazer pausas frequentes são medidas simples que ajudam a controlar os sintomas.

A infiltração na base do polegar resolve a rizartrose?

A infiltração — com corticosteroide ou ácido hialurônico — alivia a dor e a inflamação por um período que varia de semanas a meses, mas não interrompe o desgaste da cartilagem. Ela é mais eficaz nos estágios I e II e costuma ser usada como parte de um plano de tratamento mais amplo.

Quanto tempo leva a recuperação após a cirurgia de rizartrose?

A recuperação funcional completa após a trapeziectomia costuma ocorrer entre três e seis meses, com fisioterapia. Nas primeiras semanas, o punho e o polegar ficam imobilizados; a partir daí, os exercícios de reabilitação vão recuperando progressivamente a força e a mobilidade.

Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento são individualizados e dependem de avaliação presencial.

Está com esses sintomas?

Agende uma avaliação com a Dra. Rosana Endo, cirurgiã de mão em São Paulo.

Onde a Dra. Rosana Endo atende

Endereço: Av. Ibirapuera, 1753 — cj 152, Indianópolis, São Paulo — SP.
Atendimento: segunda a sexta, 08h–18h · Contato: (11) 99250-2600 (também WhatsApp).

Ver no Google Maps e avaliações →