Dra. Rosana Endo
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Dra. Rosana Endo
Cirurgiã de mão · CRM-SP 155849 · RQE 63923 · RQE 114843 · 27/07/2026

Rizartrose na menopausa: quando a cirurgia é indicada

A rizartrose — artrose na base do polegar — piora com frequência durante e após a menopausa, e pode limitar severamente atividades como costurar, bordar e fazer crochê. A cirurgia é considerada quando o tratamento clínico não alivia mais a dor nem devolve a função da mão.

O que é rizartrose e por que ela dói tanto no polegar

A rizartrose é a artrose que afeta a articulação trapézio-metacarpal, localizada bem na base do polegar — aquele ponto que trabalha o tempo todo quando você segura uma agulha, uma tesoura ou um barbante de crochê. Nessa articulação, uma pequena almofada de cartilagem separa dois ossos e permite que o polegar gire, pinçe e se oponha aos outros dedos com precisão.

Quando essa cartilagem vai se desgastando, os ossos passam a se friccionar. O resultado é uma dor que começa discreta — uma sensação de queimação ou cansaço no base do polegar — e pode evoluir para uma dor constante, inchaço visível e perda de força para abrir potes, torcer panos ou simplesmente segurar uma agulha.

Por que o polegar é tão vulnerável? Porque ele realiza um movimento chamado oponência — aquele giro único que nos permite pegar objetos com precisão. Essa mobilidade extraordinária tem um custo: a articulação recebe carga intensa em atividades cotidianas, e quem usa as mãos para trabalhos manuais finos acumula esse estresse ao longo de anos.

A menopausa como fator agravante: o papel dos estrogênios

Não é coincidência que tantas mulheres percebam ou piorem a dor na base do polegar justamente nos anos que cercam a menopausa. Existe uma relação biológica bem estabelecida entre a queda dos estrogênios e a saúde da cartilagem e dos ligamentos.

Os estrogênios têm efeito protetor sobre o tecido cartilaginoso e sobre os ligamentos que estabilizam as articulações. Quando esses hormônios diminuem, a cartilagem fica mais vulnerável ao desgaste e os ligamentos perdem parte de sua firmeza. Na base do polegar — uma articulação que já é naturalmente mais frouxa em mulheres do que em homens —, essa frouxidão aumentada acelera o processo de desgaste.

Além disso, durante a menopausa, processos inflamatórios articulares tendem a se intensificar. Muitas costureiras relatam que a agulha, que manuseavam com facilidade por décadas, de repente passou a escapar dos dedos, ou que a força de pinça caiu de modo perceptível. Esse não é um sinal de fraqueza — é a biologia atuando de forma direta sobre as articulações das mãos.

Importante: o diagnóstico individual, incluindo a relação entre seus sintomas e a menopausa, só pode ser confirmado em uma avaliação médica presencial com exame físico e, quando necessário, exames de imagem.

Costureiras e artesãs: por que o risco é maior

Quem trabalha com costura, bordado, crochê, tricô ou qualquer outra atividade que exige pinça fina e movimentos repetitivos do polegar carrega um fator de risco adicional para a rizartrose. Não se trata de culpar o ofício — pelo contrário, o trabalho manual fino é uma habilidade admirável. Mas é importante entender o que acontece na articulação durante essas atividades.

A combinação desse padrão de uso intenso com a queda hormonal da menopausa cria um cenário em que os sintomas podem progredir mais rapidamente do que em mulheres sedentárias ou que não usam as mãos de forma tão precisa e frequente.

Tratamento clínico: o primeiro caminho antes de pensar em cirurgia

A grande maioria das pessoas com rizartrose responde bem ao tratamento clínico — e este deve sempre ser tentado antes de qualquer decisão cirúrgica. As abordagens disponíveis incluem:

O tratamento clínico bem conduzido pode controlar a dor e preservar a função por anos. A decisão de avançar para a cirurgia depende de uma avaliação individualizada — não existe um prazo padrão nem uma regra única para todos.

Quando a cirurgia é indicada: sinais de que chegou a hora de considerar

A cirurgia para rizartrose não é uma decisão de emergência nem uma imposição. É uma conversa entre a paciente e o cirurgião de mão, feita quando os tratamentos clínicos já foram tentados de forma adequada e os sintomas continuam comprometendo a qualidade de vida e o trabalho.

De modo geral, a avaliação cirúrgica é considerada quando:

A técnica cirúrgica mais utilizada para rizartrose é a trapeziectomia — a retirada do osso trapézio desgastado — associada ou não à reconstrução ligamentar com tendão da própria paciente. Existem variações técnicas, e a escolha depende do grau da artrose, da anatomia e das necessidades funcionais de cada pessoa.

Recuperação: após a cirurgia, é necessário um período de imobilização seguido de fisioterapia. O retorno ao trabalho manual fino — como a costura — costuma ocorrer de forma gradual, e o tempo varia de pessoa para pessoa. A Dra. Rosana Endo explica cada etapa em detalhes durante a consulta, para que a paciente saiba exatamente o que esperar.

A cirurgia garante a cura?

Não existe garantia de resultado em nenhum procedimento cirúrgico. O objetivo da cirurgia é aliviar a dor e melhorar a função — e os resultados costumam ser positivos para a maioria das pacientes, mas cada caso tem suas particularidades. A conversa honesta sobre expectativas é parte fundamental da consulta pré-operatória.

Como a Dra. Rosana Endo avalia e trata a rizartrose

A avaliação da rizartrose começa com uma conversa detalhada sobre os sintomas, o tempo de evolução, as atividades que mais doem e o impacto no trabalho diário. Para quem costura, borda ou faz artesanato, entender como a profissão se relaciona com os sintomas é parte essencial do raciocínio clínico.

O exame físico inclui manobras específicas para a articulação trapézio-metacarpal — como o teste de compressão e rotação do polegar —, avaliação da força de pinça e da mobilidade. A confirmação diagnóstica é feita com radiografia das mãos, que permite classificar o grau da artrose e orientar o plano de tratamento.

Se você percebe dor na base do polegar ao costurar, ao abrir potes ou ao segurar objetos pequenos — especialmente se está na faixa etária da perimenopausa ou após a menopausa —, uma avaliação especializada pode fazer grande diferença. Quanto mais cedo o diagnóstico, mais opções de tratamento conservador estão disponíveis.

Agende uma avaliação com a Dra. Rosana Endo para entender o que está acontecendo com a sua mão e qual é o melhor caminho para o seu caso.

Perguntas frequentes

A menopausa realmente causa rizartrose ou apenas piora quem já tinha?

A menopausa não cria a artrose do zero, mas a queda dos estrogênios aumenta a vulnerabilidade da cartilagem e dos ligamentos, acelerando um processo que já estava em curso ou desencadeando sintomas em quem tinha predisposição. Isso explica por que tantas mulheres percebem a dor pela primeira vez justamente nessa fase da vida. O diagnóstico preciso depende de avaliação médica com exame físico e radiografia.

Posso continuar costurando se tenho rizartrose?

Na maioria dos casos, sim — especialmente no início do tratamento. A terapia ocupacional ajuda a adaptar a técnica de costura, e o uso de órteses durante o trabalho pode reduzir a dor de forma significativa. Em estágios mais avançados, algumas adaptações mais amplas podem ser necessárias. Cada caso deve ser avaliado individualmente para que as orientações sejam adequadas à sua realidade.

A cirurgia de rizartrose é muito agressiva? Fico muito tempo sem usar a mão?

A trapeziectomia é um procedimento bem estabelecido na cirurgia de mão, realizado com anestesia regional e geralmente sem necessidade de internação. Após a cirurgia, há um período de imobilização com tala, seguido de fisioterapia progressiva. O retorno às atividades manuais finas é gradual e o tempo varia de acordo com cada paciente e com a evolução da recuperação. A Dra. Rosana Endo orienta detalhadamente sobre todas as fases durante a consulta.

Infiltração na base do polegar resolve definitivamente a rizartrose?

A infiltração — com corticosteroide ou ácido hialurônico — pode proporcionar alívio importante da dor por um período que varia de semanas a meses, dependendo do caso. Ela não reverte o desgaste da cartilagem já instalado, mas é uma ferramenta valiosa dentro do tratamento clínico, especialmente para controlar crises de inflamação. O número de infiltrações e o intervalo entre elas devem ser definidos pelo médico responsável.

Como saber se a dor na base do polegar é rizartrose ou outra condição, como tendinite?

Algumas condições podem causar dor semelhante na região do polegar, como a tendinite de De Quervain e o dedo em gatilho do polegar. A distinção é feita pelo exame físico — há testes clínicos específicos para cada diagnóstico — e, quando necessário, por exames de imagem como radiografia e ultrassom. Não é possível determinar a causa da dor sem uma avaliação presencial com um especialista em mão.

Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento são individualizados e dependem de avaliação presencial.

Está com esses sintomas?

Agende uma avaliação com a Dra. Rosana Endo, cirurgiã de mão em São Paulo.