Rizartrose na Menopausa: Quando a Cirurgia é Indicada
A rizartrose — artrose que atinge a articulação na base do polegar — é significativamente mais comum em mulheres após a menopausa, e o uso frequente do celular pode acelerar o surgimento dos sintomas. A cirurgia é considerada quando o tratamento conservador não alivia a dor e a função da mão está comprometida.
O que é rizartrose e por que ela aparece justamente depois da menopausa
A rizartrose é um tipo de artrose que afeta a articulação trapézio-metacarpal, localizada na base do polegar — aquela pequena junção que permite ao dedo girar, pinçar e segurar objetos. Quando a cartilagem dessa região se desgasta, os ossos passam a se atrito entre si, causando dor, estalos, inchaço e dificuldade para realizar tarefas simples do dia a dia.
A relação com a menopausa não é coincidência. Os estrogênios — hormônios que diminuem naturalmente nessa fase da vida — têm um papel importante na manutenção da cartilagem e na lubrificação das articulações. Com a queda hormonal, os tecidos articulares ficam mais vulneráveis ao desgaste. Por isso, mulheres entre 50 e 60 anos formam o grupo mais afetado pela rizartrose, e muitas relatam que os sintomas apareceram ou pioraram justamente nos primeiros anos após a menopausa.
Isso não significa que toda mulher nessa fase vai desenvolver a condição, mas que vale atenção redobrada a qualquer desconforto persistente na base do polegar.
O papel do celular: como o uso diário sobrecarrega a base do polegar
Rolar a tela, digitar mensagens, segurar o aparelho com uma mão enquanto usa o polegar para navegar — esses movimentos repetitivos exercem uma pressão constante e muitas vezes subestimada sobre a articulação da base do polegar.
Em quem já tem algum grau de desgaste articular — mesmo que ainda sem sintomas visíveis —, essa sobrecarga pode ser o gatilho que acelera o aparecimento da dor. A articulação trapézio-metacarpal não foi projetada para o tipo de movimento que o uso do celular exige: pequenas forças repetidas, com o polegar em posição de pinça constante, por horas seguidas.
Alguns sinais que merecem atenção em quem usa muito o celular:
- Dor na base do polegar ao segurar o aparelho por longos períodos
- Dificuldade para tirar tampas de potes, girar chaves ou abrir embalagens
- Sensação de fraqueza ao pinçar objetos pequenos
- Inchaço discreto ou protuberância visível na base do polegar
- Dor que piora com atividade e melhora (parcialmente) com repouso
Esses sinais não confirmam o diagnóstico — apenas uma avaliação médica com exame clínico e, se necessário, exames de imagem pode fazer isso. Mas são um bom motivo para não ignorar o desconforto.
Tratamentos conservadores: o primeiro caminho antes de pensar em cirurgia
A boa notícia é que muitos casos de rizartrose respondem bem ao tratamento sem cirurgia, especialmente quando diagnosticados de forma precoce. O objetivo dessa abordagem é reduzir a dor, proteger a articulação e preservar a função da mão.
Entre as opções não cirúrgicas mais utilizadas estão:
- Órteses (talas) para o polegar: imobilizam parcialmente a articulação, reduzindo o atrito e dando tempo para a inflamação ceder
- Fisioterapia e terapia ocupacional: fortalecem a musculatura ao redor da articulação e ensinam formas de proteger o polegar nas atividades do dia a dia
- Medicamentos anti-inflamatórios: usados por períodos determinados, sempre com orientação médica
- Infiltrações articulares: aplicação de corticoide ou ácido hialurônico diretamente na articulação, para aliviar a dor e melhorar a lubrificação
- Adaptações de hábito: ajustes na forma de segurar o celular, usar capas mais grossas, reduzir o tempo de uso contínuo e alternar os dedos utilizados
O sucesso do tratamento conservador depende muito da fase em que a doença se encontra e da adesão ao tratamento. Por isso, quanto antes a pessoa busca avaliação, maiores as chances de bons resultados sem precisar de procedimento cirúrgico.
Quando a cirurgia entra em cena: sinais de que chegou essa hora
A cirurgia para rizartrose não é o primeiro recurso — é o passo seguinte quando os tratamentos conservadores foram tentados de forma adequada e consistente, mas não trouxeram alívio suficiente para a qualidade de vida da paciente.
De forma geral, a indicação cirúrgica é considerada quando:
- A dor persiste de forma intensa mesmo com uso de órtese, medicamentos e fisioterapia por pelo menos três a seis meses
- A função da mão está comprometida — a pessoa não consegue mais realizar tarefas básicas como abrir torneiras, escrever ou segurar objetos
- Os exames de imagem mostram desgaste articular avançado, sem cartilagem suficiente para responder ao tratamento clínico
- A dor interfere significativamente no sono, no trabalho ou nas atividades do dia a dia
Existem diferentes técnicas cirúrgicas para tratar a rizartrose — a escolha depende do grau de comprometimento da articulação, da idade, do nível de atividade e das características individuais de cada paciente. A Dra. Rosana Endo avalia cada caso de forma personalizada para indicar, quando necessário, a abordagem mais adequada para aquela pessoa específica.
Importante: a decisão pela cirurgia é sempre compartilhada entre médico e paciente, com base em informações claras sobre os benefícios esperados, o processo de recuperação e as limitações do procedimento. Nenhuma cirurgia garante resultado — o objetivo é melhorar a função e reduzir a dor de forma significativa.
Recuperação pós-cirúrgica: o que esperar no processo
O processo de recuperação após a cirurgia de rizartrose costuma envolver um período de imobilização do polegar e do punho, seguido de reabilitação com fisioterapia. O tempo e a intensidade desse processo variam conforme a técnica utilizada e a resposta individual de cada paciente.
De maneira geral, as primeiras semanas exigem repouso relativo da mão operada, uso de órtese e cuidados com a ferida cirúrgica. A fisioterapia começa em seguida, com exercícios progressivos para recuperar a mobilidade, a força e a coordenação do polegar.
O retorno às atividades do dia a dia — incluindo o uso do celular — é gradual e orientado pela equipe médica. Tentar acelerar esse processo pode comprometer o resultado final.
Mulheres que passaram pela cirurgia relatam, com frequência, melhora importante na capacidade de pinçar e segurar objetos, além de redução significativa da dor. Mas é fundamental ter expectativas realistas: a recuperação leva meses, e os resultados se consolidam de forma progressiva.
Quando procurar a Dra. Rosana Endo para avaliar sua situação
Se você está na faixa dos 45 aos 65 anos, passou pela menopausa e percebeu dor ou dificuldade crescente na base do polegar — especialmente ao usar o celular, abrir potes ou realizar pinças —, esse é um bom momento para buscar uma avaliação com uma especialista em cirurgia da mão.
A rizartrose é uma condição progressiva: quanto mais cedo for identificada, maiores as chances de controle com tratamento conservador e menor a necessidade de intervenção cirúrgica. Esperar até que a dor se torne insuportável costuma significar um estágio mais avançado da doença e uma recuperação mais longa.
A Dra. Rosana Endo, cirurgiã de mão com registro CRM-SP 155849, atende em São Paulo e realiza avaliação completa da função e da estrutura da mão para orientar o tratamento mais adequado para cada caso. O diagnóstico e a indicação de tratamento só podem ser feitos em consulta — nunca por descrição de sintomas.
Se os sinais que você leu aqui fazem sentido com o que você está sentindo, agende uma avaliação. Cuidar da mão que você usa para tudo começa por uma conversa com quem entende do assunto.
Perguntas frequentes
A menopausa realmente causa rizartrose ou é só coincidência?
A relação entre menopausa e rizartrose está bem documentada na literatura médica. A queda dos estrogênios reduz a proteção natural das cartilagens, tornando as articulações — especialmente a base do polegar — mais vulneráveis ao desgaste. Por isso, mulheres após a menopausa são o grupo mais acometido pela condição. Mas cada caso é individual e só uma avaliação médica pode confirmar se o que você sente é rizartrose.
Usar celular pode piorar a rizartrose que já existe?
Sim. O uso repetitivo do celular — especialmente segurar o aparelho com uma mão e operar com o polegar — sobrecarrega a articulação da base do polegar. Em quem já tem desgaste articular, esse hábito pode intensificar a inflamação e acelerar a progressão dos sintomas. Adaptar a forma de usar o celular faz parte do tratamento conservador.
É possível tratar a rizartrose sem cirurgia?
Em muitos casos, sim. Órteses, fisioterapia, medicamentos e infiltrações articulares são opções que podem proporcionar alívio significativo, especialmente nos estágios iniciais e intermediários da doença. A cirurgia é considerada quando essas abordagens não trazem melhora suficiente após uso adequado e por tempo suficiente.
Quanto tempo dura a recuperação após a cirurgia de rizartrose?
O processo de recuperação varia conforme a técnica cirúrgica utilizada e as características individuais da paciente, mas costuma envolver algumas semanas de imobilização seguidas de meses de fisioterapia. O retorno completo às atividades pode levar de três a seis meses. Esses dados são gerais — a Dra. Rosana Endo orienta cada paciente de acordo com seu caso específico.
Como sei se devo procurar um cirurgião de mão ou um reumatologista?
Ambos os especialistas podem avaliar e tratar a rizartrose. O cirurgião de mão tem formação específica para diagnóstico, tratamento clínico e cirúrgico das condições que afetam mãos, punhos e dedos. Se a dor na base do polegar está interferindo nas suas atividades diárias, uma consulta com especialista em mão é um caminho direto e adequado para esclarecer o que está acontecendo e definir o melhor tratamento.
Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento são individualizados e dependem de avaliação presencial.
Está com esses sintomas?
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