Dra. Rosana Endo
Dra. Rosana Endo
Dra. Rosana Endo
Cirurgiã de mão · CRM-SP 155849 · RQE 63923 · RQE 114843 · 13/08/2026

Rizartrose bilateral e diabetes: exames e a consulta

Quando a artrose da base do polegar afeta as duas mãos ao mesmo tempo, a rotina pode ficar bem mais difícil — e quem tem diabetes precisa de atenção redobrada. Entender quais exames ajudam no diagnóstico e o que esperar da primeira consulta pode tornar esse caminho muito menos incerto.

Por que a rizartrose pode surgir nas duas mãos?

A rizartrose é a artrose que atinge a articulação trapézio-metacarpal, localizada na base do polegar. Ela acontece quando a cartilagem que protege essa articulação vai se desgastando com o tempo, causando dor, inchaço e dificuldade para segurar objetos.

Embora seja mais comum em apenas uma mão, é perfeitamente possível que as duas sejam afetadas — especialmente em pessoas que realizam movimentos repetitivos com os polegares no trabalho ou no dia a dia, e também naquelas que têm fatores metabólicos que aceleram o desgaste articular, como o diabetes.

Sentir dor na base dos dois polegares ao mesmo tempo pode parecer coincidência, mas costuma ter uma explicação: o envelhecimento natural das articulações ocorre de forma simétrica no corpo, e certas condições de saúde, incluindo o diabetes mal controlado, criam um ambiente que prejudica as articulações de maneira generalizada.

Como o diabetes interfere na saúde das articulações dos polegares?

O diabetes não afeta apenas o açúcar no sangue. Com o tempo, níveis elevados de glicose danificam pequenos vasos sanguíneos e nervos, reduzem a qualidade do colágeno e dificultam a nutrição das cartilagens articulares. Isso cria um terreno favorável para que artropatias — doenças das articulações — progridam mais rapidamente.

Além disso, pessoas com diabetes têm maior tendência a desenvolver outras condições que afetam as mãos, como a síndrome do túnel do carpo e a contratura de Dupuytren. Por isso, é comum que, ao chegar à consulta com queixa de dor nos polegares, o especialista avalie as mãos de forma mais ampla.

Outro ponto importante: o diabetes influencia diretamente nas decisões de tratamento. A cicatrização pode ser mais lenta, e o controle glicêmico precisa estar em bom nível antes de qualquer procedimento cirúrgico. Tudo isso será discutido com cuidado na consulta.

Quais exames são solicitados para investigar a rizartrose bilateral?

O diagnóstico da rizartrose começa com o exame clínico — ou seja, a avaliação feita pelo próprio médico durante a consulta, com palpação, testes de movimento e manobras específicas para a base do polegar. Mas alguns exames complementares costumam ser solicitados para confirmar e entender melhor a situação de cada mão.

Radiografia das mãos

A radiografia simples continua sendo o exame mais utilizado e mais informativo para a rizartrose. Ela permite visualizar o espaço articular, o grau de desgaste da cartilagem, a presença de osteófitos (os famosos "bicos de papagaio") e possíveis deformidades. Geralmente é feita com a mão apoiada em posição específica para mostrar bem a articulação do polegar.

Ultrassonografia das mãos

O ultrassom pode ser solicitado para avaliar inflamação ao redor da articulação, verificar tendões e identificar derrames articulares (acúmulo de líquido). É um exame dinâmico, feito em tempo real, e não emite radiação — o que pode ser uma vantagem em alguns casos.

Ressonância magnética

Nem sempre necessária, mas pode ser indicada quando o quadro clínico não está completamente claro ou quando se suspeita de lesões em estruturas ao redor da articulação, como ligamentos. É um exame mais detalhado e costuma ser reservado para situações específicas.

Exames de sangue

Para quem tem diabetes, exames laboratoriais como hemoglobina glicada (HbA1c) e glicemia de jejum são essenciais — não para diagnosticar a rizartrose em si, mas para entender o controle metabólico atual. Outros exames podem ser pedidos para descartar artrite reumatoide ou outras doenças inflamatórias que podem imitar a rizartrose.

O que acontece na consulta com a cirurgiã de mão?

Chegar à primeira consulta sem saber o que esperar pode gerar ansiedade. Por isso, entender o que acontece nesse encontro ajuda muito.

A Dra. Rosana Endo começa pela escuta: quando as dores surgiram, em qual mão é mais intensa, quais atividades ficaram difíceis, se há dormência ou formigamento associados. Para quem tem diabetes, também são importantes informações sobre o controle da doença, uso de medicamentos e histórico de complicações.

Em seguida, é feito o exame físico das duas mãos. Uma manobra muito utilizada é o teste de grinding (ou sinal de Eaton), em que o médico pressiona e gira levemente a base do polegar para verificar se reproduz a dor característica da rizartrose. O resultado positivo nesse teste, somado à história clínica, já orienta bastante o diagnóstico.

Após avaliar os exames de imagem — que podem ter sido feitos antes ou serão solicitados nesse momento — o médico explica o grau de comprometimento de cada mão e discute as opções de tratamento disponíveis. Não existe uma fórmula única: cada pessoa recebe uma proposta personalizada, levando em conta o estágio da doença, a dominância das mãos, o controle do diabetes e os objetivos individuais.

Ao final da consulta, você deverá sair com clareza sobre os próximos passos, sem dúvidas no ar. Se algo não ficou claro, pergunte — uma boa consulta é, acima de tudo, um diálogo.

Quais são as opções de tratamento discutidas?

O tratamento da rizartrose bilateral pode seguir caminhos diferentes, e a decisão é sempre compartilhada entre médico e paciente. As principais abordagens incluem:

Quando as duas mãos estão comprometidas, o planejamento do tratamento precisa ser especialmente cuidadoso, para garantir que o paciente mantenha funcionalidade durante todo o processo.

Como se preparar para a consulta e aproveitar ao máximo?

Algumas atitudes simples ajudam a aproveitar melhor o tempo com o especialista:

A consulta é o momento ideal para entender o que está acontecendo com as suas mãos e traçar um plano realista de cuidado. Se você reconhece esses sintomas, agendar uma avaliação com a Dra. Rosana Endo é o primeiro passo para recuperar qualidade de vida.

Perguntas frequentes

É normal ter rizartrose nas duas mãos ao mesmo tempo?

Sim, é possível. Embora a rizartrose costume ser mais sintomática em uma mão — geralmente a dominante —, o desgaste articular pode acontecer nas duas bases dos polegares. Quem tem diabetes ou realiza atividades manuais intensas tem mais chance de desenvolver o problema de forma bilateral.

O diabetes piora a rizartrose?

O diabetes mal controlado pode acelerar o desgaste das cartilagens e dificultar a recuperação dos tecidos ao redor das articulações. Além disso, ele aumenta o risco de outras condições nas mãos. Por isso, o controle glicêmico é parte importante do tratamento da rizartrose em quem tem diabetes.

A infiltração na articulação do polegar é segura para quem tem diabetes?

É um procedimento que pode ser indicado, mas exige atenção redobrada. Corticosteroides usados nas infiltrações podem elevar temporariamente a glicemia. O especialista avaliará o risco-benefício individualmente e orientará o monitoramento da glicose após o procedimento.

Preciso operar as duas mãos ao mesmo tempo?

Geralmente não. Quando a cirurgia é indicada para as duas mãos, o planejamento costuma ser feito de forma sequencial — primeiro uma, depois a outra — para que o paciente mantenha alguma função durante a recuperação. Tudo será discutido com cuidado na consulta, considerando a situação específica de cada mão e o controle do diabetes.

Quais exames devo levar na primeira consulta?

Se já tiver feito radiografias ou outros exames de imagem das mãos, leve-os. Exames laboratoriais recentes, especialmente a hemoglobina glicada e a glicemia, também são muito úteis. Se ainda não tiver feito nenhum exame, não se preocupe — o especialista solicitará o que for necessário durante a consulta.

Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento são individualizados e dependem de avaliação presencial.

Está com esses sintomas?

Agende uma avaliação com a Dra. Rosana Endo, cirurgiã de mão em São Paulo.