Dra. Rosana Endo
Dra. Rosana Endo
Dra. Rosana Endo
Cirurgiã de mão · CRM-SP 155849 · RQE 63923 · RQE 114843 · 12/09/2026

Rizartrose nas Duas Mãos: Exames e Consulta

Rizartrose nas duas mãos significa artrose simultânea na articulação trapézio-metacarpal de ambos os polegares. O diagnóstico é confirmado por exame clínico e radiografia simples. Estudos indicam que até 30% dos casos de rizartrose são bilaterais, sendo mais comum em quem realiza esforço repetitivo com as mãos.

O que é rizartrose bilateral e por que ela aparece nas duas mãos ao mesmo tempo?

Quando o trabalho exige pinças, torções de punho ou pressão repetida sobre o polegar — como apertar chaves, usar furadeiras ou carregar peso com a mão fechada —, a articulação trapézio-metacarpal suporta forças até 13 vezes maiores do que a carga aplicada na ponta do dedo. Esse mecanismo explica por que profissionais braçais desenvolvem rizartrose bilateral antes mesmo de chegarem à meia-idade.

Quais são os sintomas da rizartrose nas duas mãos em quem trabalha com esforço físico?

O sinal mais característico é a dor na base do polegar ao fazer pinça, girar uma chave ou abrir uma embalagem. Quando a condição está presente nos dois lados, a pessoa começa a perceber que nenhuma das mãos consegue compensar a outra — o que torna as limitações do dia a dia muito mais abruptas do que na forma unilateral.

Sintomas mais relatados por trabalhadores braçais

Nos estágios mais avançados, surge uma saliência óssea na base do polegar — chamada de adução do primeiro metacarpo — que fica visível mesmo em repouso. Esse sinal, quando presente nos dois lados, é um indicador importante de que a doença já progrediu e merece avaliação especializada com urgência.

Quais exames são solicitados para confirmar a rizartrose bilateral e o que cada um mostra?

O diagnóstico de rizartrose começa no consultório, com o exame físico — e a radiografia simples é o exame de imagem principal. Entender o papel de cada etapa ajuda o paciente a chegar à consulta mais preparado e a aproveitar melhor o tempo com a especialista.

Exame clínico: o ponto de partida

A Dra. Rosana avalia a dor à palpação da articulação trapézio-metacarpal, realiza o teste de grinding (compressão e rotação do polegar) e o teste de pinça resistida. Esses manobras reproduzem a dor típica da rizartrose com alta precisão diagnóstica — estudos indicam sensibilidade acima de 80% para o teste de grinding em estágios moderados e avançados.

Radiografia simples das mãos

É o exame mais solicitado e o mais informativo para rizartrose. As incidências específicas para a articulação trapézio-metacarpal — chamadas de incidências de Robert ou em estresse — mostram o estreitamento do espaço articular, a presença de osteófitos (bicos de papagaio) e o grau de subluxação do metacarpo. Quando a queixa é bilateral, as duas mãos são radiografadas na mesma sessão para comparação.

Ressonância magnética e ultrassonografia

Não são exames de rotina para rizartrose, mas podem ser solicitados quando há dúvida diagnóstica — por exemplo, para diferenciar rizartrose de tenossinovite de De Quervain ou de lesão ligamentar isolada. A ressonância também é útil em estágios iniciais, quando a radiografia ainda não mostra alterações claras mas a dor já é intensa.

Tomografia computadorizada

Reservada para planejamento cirúrgico nos casos mais complexos, especialmente quando há necessidade de avaliar a anatomia óssea em detalhes antes de uma artrodese ou artroplastia.

Não é necessário chegar à consulta com exames prontos. A especialista orienta quais imagens solicitar com base no exame clínico, evitando exames desnecessários e custos extras.

O que esperar da primeira consulta com a cirurgiã de mão para rizartrose bilateral?

Saber o que acontece na consulta reduz a ansiedade e torna o atendimento mais produtivo. A consulta com a Dra. Rosana Endo segue uma sequência lógica que vai da escuta ativa ao plano de tratamento personalizado.

Anamnese direcionada ao trabalho braçal

A especialista pergunta sobre a profissão, as ferramentas usadas, a frequência de esforço, o lado dominante e há quanto tempo os sintomas estão presentes. Para quem trabalha com as mãos, essas informações são tão importantes quanto os exames de imagem — elas definem a intensidade do tratamento e a viabilidade de cada opção.

Exame físico detalhado das duas mãos

Ambas as mãos são examinadas, mesmo que a dor seja mais intensa em um lado. A comparação entre elas revela diferenças de força, mobilidade e estágio da doença que orientam a conduta.

Classificação do estágio da rizartrose

A rizartrose é classificada em quatro estágios (escala de Eaton-Littler), do I ao IV. Essa classificação, feita com base no exame físico e na radiografia, define se o tratamento conservador ainda é suficiente ou se a cirurgia deve ser considerada. Na maioria dos casos diagnosticados em estágio I e II, estudos indicam que o tratamento conservador alivia os sintomas de forma significativa em cerca de 60% a 70% dos pacientes.

Plano de tratamento explicado com clareza

Ao final da consulta, o paciente sai com um plano objetivo: uso de órtese, fisioterapia, medicação, infiltração ou indicação cirúrgica — ou uma combinação dessas opções. Para trabalhadores braçais, a discussão inclui adaptações no trabalho e na forma de usar as ferramentas, o que faz diferença real na evolução do quadro.

Quais são as opções de tratamento para rizartrose bilateral em trabalhadores braçais?

O tratamento da rizartrose bilateral segue os mesmos princípios da forma unilateral, mas exige atenção redobrada ao planejamento — afinal, quando as duas mãos estão comprometidas, qualquer período de restrição funcional impacta diretamente a capacidade de trabalho.

Tratamento conservador

Tratamento cirúrgico

Indicado quando o tratamento conservador não oferece alívio suficiente ou quando o estágio da doença já é avançado. As principais técnicas são a trapeziectomia (retirada do osso trapézio) com ou sem reconstrução ligamentar, e a artroplastia. Quando as duas mãos precisam de cirurgia, o planejamento é feito em etapas — geralmente opera-se um lado de cada vez, garantindo que o paciente mantenha funcionalidade durante a recuperação.

A recuperação cirúrgica costuma levar de 2 a 4 meses para retorno às atividades leves, e de 4 a 6 meses para trabalho com esforço físico intenso — sempre com acompanhamento de fisioterapia.

Quando procurar um cirurgião de mão para rizartrose e por que não esperar a dor piorar?

Muitos trabalhadores braçais adiam a consulta porque associam a dor nas mãos a algo inevitável do ofício. Esse adiamento, porém, permite que a doença avance para estágios em que o tratamento conservador já não é suficiente.

Procure avaliação especializada quando:

Diagnosticar a rizartrose nos estágios I e II abre a possibilidade de tratamentos menos invasivos e de maior preservação articular. A Dra. Rosana Endo atende pacientes com rizartrose bilateral em São Paulo — agende uma avaliação para entender o estágio da sua condição e qual caminho faz mais sentido para o seu caso.

Perguntas frequentes

É possível ter rizartrose nas duas mãos ao mesmo tempo?

Sim. Estudos indicam que até 30% dos casos de rizartrose são bilaterais. Em trabalhadores braçais que usam as duas mãos de forma intensa e repetitiva, o desenvolvimento simultâneo nos dois lados é mais comum do que se imagina.

Quais exames eu preciso levar na primeira consulta para rizartrose?

Não é obrigatório chegar com exames prontos. Se você já tiver radiografias das mãos, leve — elas agilizam a consulta. Caso não tenha, a especialista examina suas mãos clinicamente e solicita os exames adequados para o seu caso.

Posso continuar trabalhando com rizartrose bilateral ou preciso me afastar?

Na maioria dos casos, não é necessário afastamento imediato. A especialista orienta adaptações no gesto de trabalho, indica o uso de órtese e define um plano que equilibra o tratamento com a continuidade das atividades. O afastamento é avaliado individualmente, especialmente após procedimentos cirúrgicos.

A infiltração na base do polegar resolve a rizartrose definitivamente?

A infiltração alivia a dor e a inflamação, mas não reverte o desgaste articular já existente. O alívio pode durar semanas a meses e é uma ferramenta importante dentro do tratamento conservador, especialmente nos estágios iniciais.

Se precisar operar as duas mãos, é feito tudo de uma vez?

Em geral, não. Quando as duas mãos precisam de cirurgia, o planejamento é feito em etapas — opera-se um lado de cada vez para que o paciente mantenha funcionalidade durante a recuperação. O intervalo entre os procedimentos é definido individualmente pela especialista.

Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento são individualizados e dependem de avaliação presencial.

Está com esses sintomas?

Agende uma avaliação com a Dra. Rosana Endo, cirurgiã de mão em São Paulo.

Onde a Dra. Rosana Endo atende

Endereço: Av. Ibirapuera, 1753 — cj 152, Indianópolis, São Paulo — SP.
Atendimento: segunda a sexta, 08h–18h · Contato: (11) 99250-2600 (também WhatsApp).

Ver no Google Maps e avaliações →