Dra. Rosana Endo
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Dra. Rosana Endo
Cirurgiã de mão · CRM-SP 155849 · RQE 63923 · RQE 114843 · 23/08/2026

Rizartrose: quando a cirurgia é realmente necessária

A rizartrose é a artrose que afeta a articulação na base do polegar e pode causar dor intensa ao pinçar ou segurar objetos. Nem todo caso precisa de cirurgia, mas existem sinais claros de que a avaliação cirúrgica se torna necessária.

O que é a rizartrose e por que ela aparece

A rizartrose é um tipo de artrose que acontece na articulação trapézio-metacarpal — um nome técnico para a pequena junta que fica bem na base do polegar, onde ele se conecta ao punho. É exatamente nesse ponto que o polegar consegue se mover em tantas direções diferentes, o que o torna extraordinariamente útil no dia a dia e, ao mesmo tempo, muito vulnerável ao desgaste ao longo dos anos.

Assim como qualquer artrose, o que ocorre nessa articulação é a perda progressiva da cartilagem que protege os ossos. Com menos amortecimento entre eles, o movimento passa a gerar atrito, inflamação e dor. Com o tempo, podem aparecer deformidades visíveis e limitação crescente dos movimentos.

A causa não é única. Fatores genéticos, histórico de lesões antigas na mão e o uso intenso e repetitivo do polegar contribuem para o desenvolvimento da doença. Mas há um fator que chama muito a atenção: as mulheres após os 40 anos são as mais afetadas. Isso acontece porque a queda dos níveis de estrogênio na perimenopausa e na menopausa reduz a qualidade do colágeno nas articulações, tornando-as mais suscetíveis ao desgaste. A ligamentação da base do polegar, que já é naturalmente mais frouxa nas mulheres, fica ainda menos estável nessa fase da vida.

Como a dor se manifesta no cotidiano

Quem tem rizartrose costuma descrever a dor de um jeito muito parecido: dói para abrir um pote, torcer uma toalha, girar uma chave ou segurar a caneta por mais tempo. Gestos simples, que nunca exigiram atenção, passam a ser evitados ou realizados com dificuldade.

Alguns sinais e situações comuns relatados por pacientes com rizartrose incluem:

É importante saber que esses sintomas não surgem de uma hora para outra. A rizartrose evolui em estágios, e a intensidade da dor nem sempre reflete exatamente o grau de desgaste visto no exame de imagem. Há pessoas com desgaste moderado nas radiografias e muita dor, e outras com desgaste avançado e sintomas mais toleráveis. Por isso, o tratamento deve ser sempre individualizado.

Quais tratamentos existem antes de pensar em cirurgia

Na maioria dos casos, a rizartrose começa a ser tratada com medidas conservadoras — e muitas pessoas conseguem boa qualidade de vida sem precisar de intervenção cirúrgica. O objetivo dessas abordagens é aliviar a dor, reduzir a inflamação e preservar a funcionalidade da mão pelo maior tempo possível.

Entre as opções não cirúrgicas mais utilizadas estão:

A resposta ao tratamento conservador varia de pessoa para pessoa. Algumas encontram alívio duradouro; outras percebem que, com o tempo, os sintomas voltam cada vez mais rápido ou deixam de responder aos tratamentos habituais.

Quando a cirurgia entra em cena: os sinais que orientam essa decisão

A indicação cirúrgica na rizartrose não é feita com base apenas no exame de imagem. A decisão leva em conta a dor, o impacto na vida da paciente e a resposta ao tratamento clínico. De forma geral, a cirurgia passa a ser considerada quando:

O procedimento cirúrgico mais realizado nesses casos é chamado de trapeziectomia, que consiste na retirada do osso trapézio (um dos ossículos do punho que forma a articulação afetada). Com a remoção do osso desgastado, o atrito doloroso é eliminado. Essa técnica pode ser realizada com ou sem a reconstrução ligamentar, a depender da avaliação de cada caso.

A recuperação exige comprometimento: há um período de imobilização seguido de fisioterapia, e os resultados costumam se consolidar ao longo de alguns meses. A decisão de operar ou não deve ser tomada em conjunto entre a paciente e a cirurgiã, com clareza sobre os benefícios esperados, os riscos e as expectativas reais de cada pessoa.

A cirurgia resolve completamente a dor?

A experiência clínica com a trapeziectomia é positiva em termos de alívio da dor e melhora funcional para muitas pacientes. No entanto, como em qualquer procedimento cirúrgico, os resultados variam de acordo com as características individuais de cada caso, e nenhum resultado específico pode ser garantido antecipadamente. A avaliação detalhada com a cirurgiã é o caminho para entender o que pode ser esperado em cada situação.

Cuidar das mãos é cuidar da sua autonomia

As mãos são ferramentas centrais da nossa vida — e o polegar, especificamente, é responsável por cerca de 50% da função da mão. Quando a base do polegar dói, praticamente tudo fica mais difícil. Por isso, não é exagero dizer que tratar a rizartrose é uma forma de preservar a autonomia e a qualidade de vida.

Se você convive com dor na base do polegar, percebe fraqueza ao segurar objetos ou sente que os tratamentos que já experimentou não estão mais surtindo efeito, uma avaliação com uma especialista em cirurgia da mão pode esclarecer em que estágio a doença está e quais são as melhores opções para o seu caso.

A Dra. Rosana Endo, cirurgiã de mão com atuação em São Paulo, realiza avaliações específicas para rizartrose e outras condições da mão e do punho. Agendar uma consulta é o primeiro passo para entender o que está acontecendo e retomar o controle sobre as suas atividades com mais conforto e segurança.

Perguntas frequentes

A rizartrose tem cura?

A artrose, incluindo a rizartrose, é uma condição degenerativa sem cura no sentido de reverter o desgaste da cartilagem. No entanto, com o tratamento adequado — seja conservador ou cirúrgico — é possível controlar a dor, recuperar boa parte da função do polegar e ter qualidade de vida satisfatória. A melhor abordagem para cada caso deve ser discutida em consulta.

Por que as mulheres têm mais rizartrose do que os homens?

As mulheres apresentam maior risco de desenvolver rizartrose por uma combinação de fatores: a articulação da base do polegar tem ligamentos naturalmente mais frouxos nas mulheres, o que gera maior instabilidade ao longo do tempo. Além disso, a queda do estrogênio durante a perimenopausa e a menopausa reduz a qualidade do colágeno nas articulações, acelerando o processo de desgaste. Por isso, a doença é muito mais frequente em mulheres acima dos 40 anos.

Dá para saber se tenho rizartrose sem fazer exames?

Os sintomas como dor na base do polegar ao pinçar objetos, fraqueza na pegada e inchaço na região são sugestivos da condição, mas o diagnóstico preciso depende de avaliação clínica e de exames de imagem, especialmente radiografias. Somente um médico especialista pode confirmar o diagnóstico e determinar o grau de comprometimento da articulação.

Após a cirurgia de rizartrose, o polegar volta a funcionar normalmente?

A maioria das pacientes submetidas à cirurgia relata melhora significativa da dor e recuperação funcional do polegar ao longo do processo de reabilitação. Porém, os resultados variam de pessoa para pessoa, e a recuperação completa leva meses, envolvendo fisioterapia. Resultados individuais não podem ser garantidos, e a expectativa realista para cada caso deve ser conversada com a cirurgiã antes do procedimento.

Posso continuar usando a mão durante o tratamento conservador?

Em geral, sim — o objetivo do tratamento conservador é exatamente permitir que a paciente mantenha suas atividades com menos dor. A fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional pode orientar adaptações na forma de realizar tarefas para reduzir a sobrecarga na articulação. Em fases de inflamação aguda, pode ser indicado um período de uso de órtese para dar descanso à articulação.

Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento são individualizados e dependem de avaliação presencial.

Está com esses sintomas?

Agende uma avaliação com a Dra. Rosana Endo, cirurgiã de mão em São Paulo.