Dra. Rosana Endo
Dra. Rosana Endo
Dra. Rosana Endo
Cirurgiã de mão · CRM-SP 155849 · RQE 63923 · RQE 114843 · 30/06/2026

Rizartrose: quando a cirurgia é indicada e como cuidar

A rizartrose é a artrose que afeta a base do polegar e pode dificultar tarefas simples como abrir potes e segurar objetos. O tratamento varia conforme o estágio da doença, e a cirurgia é considerada quando as medidas conservadoras não oferecem mais alívio suficiente.

O que acontece na base do polegar com a rizartrose

A base do polegar possui uma articulação chamada trapeziometacarpiana, que permite que o dedo se mova em várias direções — um movimento essencial para a maioria das atividades manuais. Com o passar dos anos, a cartilagem que protege essa articulação pode se desgastar gradualmente, causando o que chamamos de rizartrose.

Quando a cartilagem perde espessura, os ossos passam a se aproximar demais durante os movimentos, gerando atrito, inflamação e dor. Esse processo é mais comum a partir dos 50 anos e afeta com mais frequência as mulheres, especialmente após a menopausa.

Os sinais mais comuns incluem:

É importante lembrar que apenas uma avaliação presencial com a especialista permite confirmar o diagnóstico e o estágio da doença.

Tratamentos sem cirurgia: o que pode ser feito primeiro

Na maioria das vezes, a rizartrose começa a ser tratada com medidas que não envolvem procedimento cirúrgico. O objetivo é reduzir a dor, diminuir a inflamação e preservar a função da mão pelo maior tempo possível.

Entre as principais estratégias conservadoras estão:

Esses recursos funcionam bem especialmente nos estágios iniciais e intermediários da doença. Quando bem indicados e seguidos com regularidade, podem proporcionar qualidade de vida satisfatória por bastante tempo.

Quando a cirurgia passa a ser considerada

A decisão de operar a rizartrose não é tomada de forma isolada — ela envolve a avaliação cuidadosa do estágio da artrose, do nível de limitação que a pessoa enfrenta e da resposta ao tratamento conservador já realizado.

De modo geral, a cirurgia costuma ser discutida quando:

A técnica cirúrgica mais utilizada é a trapeziectomia, que consiste na retirada do osso trapézio (o osso da base do polegar que participa da articulação desgastada). Com isso, elimina-se a fonte do atrito e da dor. Em alguns casos, usa-se também um tendão do próprio paciente para estabilizar a região.

A cirurgia não é urgente na maioria das vezes, e o momento ideal para realizá-la é algo definido em conjunto entre a paciente e a médica, respeitando as necessidades e o contexto de cada pessoa.

Recuperação após a cirurgia

Após a trapeziectomia, a mão fica imobilizada por algumas semanas. A fisioterapia começa logo em seguida e é fundamental para recuperar força e movimentos. O retorno pleno às atividades varia de pessoa para pessoa e é avaliado progressivamente pela equipe.

Cuidados no dia a dia para quem vive com rizartrose

Pequenas mudanças de hábito podem fazer uma grande diferença na dor e na funcionalidade da mão. Esses cuidados valem tanto para quem ainda está no tratamento conservador quanto para quem já passou por cirurgia e está em reabilitação.

É possível prevenir a rizartrose?

A rizartrose tem forte componente genético e hormonal, o que significa que nem sempre é possível evitá-la completamente. No entanto, algumas atitudes ao longo da vida podem retardar o aparecimento dos sintomas ou reduzir a progressão do desgaste articular.

Se você já percebe desconforto na base do polegar, não espere a dor se intensificar. Uma avaliação com a Dra. Rosana Endo permite identificar o estágio atual e traçar o melhor caminho para o seu caso.

Rizartrose em idosos: atenção especial ao contexto de saúde

Para pessoas com mais de 65 anos, a abordagem da rizartrose exige um olhar ainda mais cuidadoso. Isso porque a saúde geral — como a presença de hipertensão, diabetes ou osteoporose — influencia tanto as opções de tratamento quanto a recuperação após um eventual procedimento cirúrgico.

Além disso, a dor crônica na mão pode impactar diretamente a autonomia e independência do idoso, dificultando tarefas de autocuidado e aumentando o risco de quedas ao tentar compensar a dor com movimentos inadequados.

Por isso, o tratamento multidisciplinar — envolvendo cirurgião de mão, fisioterapeuta e, quando necessário, terapeuta ocupacional — tende a oferecer os melhores resultados para esse grupo.

A boa notícia é que a rizartrose tem tratamento eficaz em qualquer idade. Muitas pessoas retomam atividades que haviam abandonado e recuperam significativa qualidade de vida com o acompanhamento adequado. Agende uma avaliação com a Dra. Rosana Endo para entender qual o melhor caminho para a sua situação.

Perguntas frequentes

A cirurgia da rizartrose tem risco de piorar a situação?

Como qualquer procedimento cirúrgico, a trapeziectomia envolve riscos, que são avaliados individualmente antes da indicação. A cirurgia só é recomendada quando os benefícios esperados superam os riscos para aquela pessoa específica. Uma conversa franca com a Dra. Rosana Endo esclarece o que esperar em cada caso.

Quanto tempo dura a recuperação após a cirurgia da rizartrose?

O período de imobilização costuma durar algumas semanas. Após isso, inicia-se a fisioterapia. O retorno às atividades leves ocorre gradualmente, e a recuperação completa pode levar alguns meses — variando conforme o estágio da artrose, a saúde geral do paciente e o comprometimento com a reabilitação.

Posso continuar usando a mão normalmente enquanto aguardo tratamento?

Com adaptações e os cuidados corretos, é possível continuar realizando as atividades do dia a dia. O uso de órtese, utensílios adaptados e as orientações de um profissional de saúde ajudam a proteger a articulação e reduzir a piora dos sintomas enquanto o tratamento é definido.

A dor na base do polegar significa que sempre vai precisar de cirurgia?

Não necessariamente. Muitas pessoas controlam bem a rizartrose com tratamento conservador por anos, sem precisar de cirurgia. A necessidade cirúrgica depende do estágio da artrose e da resposta às medidas não cirúrgicas. Por isso, o diagnóstico precoce é tão importante.

Existe algum exercício que posso fazer em casa para melhorar a dor?

Exercícios específicos para fortalecer a musculatura ao redor do polegar podem ser indicados pelo fisioterapeuta ou pela médica. É importante não iniciar exercícios por conta própria durante uma crise de dor intensa, pois alguns movimentos podem agravar a inflamação. Busque orientação profissional antes de começar qualquer rotina.

Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento são individualizados e dependem de avaliação presencial.

Está com esses sintomas?

Agende uma avaliação com a Dra. Rosana Endo, cirurgiã de mão em São Paulo.