Dra. Rosana Endo
Dra. Rosana Endo
Dra. Rosana Endo
Cirurgiã de mão · CRM-SP 155849 · RQE 63923 · RQE 114843 · 06/07/2026

Rizartrose: o que a radiografia revela e como dirigir com menos dor

A rizartrose é a artrose que afeta a articulação na base do polegar e pode ser identificada por radiografia simples — um exame acessível que mostra o grau de desgaste e orienta o tratamento, inclusive para quem passa horas ao volante.

O que acontece na base do polegar quando há rizartrose

O polegar realiza um movimento chamado oponência — aquele que permite segurar uma caneta, girar uma chave ou apertar o volante. Esse movimento depende de uma pequena articulação chamada trapeziometacarpal, formada pelo osso trapézio (no punho) e pelo primeiro metacarpo (base do polegar).

Com o tempo, a cartilagem que reveste essa articulação pode se desgastar. Quando isso acontece, os ossos passam a se friccionar com menos proteção, causando dor, inchaço e diminuição da força de pinça. Esse processo é chamado de rizartrose, e ele é mais comum do que muita gente imagina, especialmente após os 40 anos e entre pessoas que realizam movimentos repetitivos com as mãos.

A boa notícia é que existe uma progressão gradual e, identificada no momento certo, há muito a ser feito para preservar a função e a qualidade de vida.

O que a radiografia mostra — e por que ela é tão importante

A radiografia simples da mão é o exame de imagem mais utilizado para avaliar a rizartrose. Ela não requer preparo, é rápida e oferece informações valiosas sobre o estado da articulação trapeziometacarpal.

Na imagem radiográfica, a médica especialista observa:

Existe uma classificação radiográfica chamada escala de Eaton-Littler, que divide a rizartrose em quatro estágios — do mais leve, com alterações mínimas, ao mais avançado, com destruição articular importante. Esse estadiamento ajuda a guiar as decisões de tratamento.

Vale lembrar: a intensidade da dor nem sempre corresponde ao que aparece na radiografia. Algumas pessoas têm imagens com alterações significativas e dor moderada; outras têm desconforto intenso com radiografias ainda pouco alteradas. Por isso, a avaliação clínica feita pela cirurgiã de mão é indispensável.

Dirigir com rizartrose: por que o volante sobrecarrega a base do polegar

Quem dirige muito sabe que o volante exige muito do polegar. Segurar o volante por horas, realizar manobras, girar em estacionamentos estreitos ou simplesmente manter a empunhadura firme em rodovias — tudo isso ativa repetidamente a articulação trapeziometacarpal.

Para quem tem rizartrose, esse padrão de uso pode intensificar a dor e a inflamação ao longo do dia. Alguns sinais de que a direção está sobrecarregando a articulação incluem:

Isso não significa que você precisa parar de dirigir. Significa que vale conhecer estratégias para reduzir a sobrecarga e adaptar a rotina com mais inteligência.

Adaptações práticas para motoristas

Pequenas mudanças fazem diferença real no dia a dia de quem dirige com rizartrose:

Exercícios e movimentos que podem ajudar (e os que convém evitar)

Exercícios específicos para a mão têm papel importante no manejo da rizartrose. O objetivo não é "fortalecer para suportar a dor", mas sim manter a mobilidade da articulação, equilibrar os músculos ao redor do polegar e reduzir a rigidez que piora o desconforto.

Importante: qualquer programa de exercícios deve ser orientado por profissional habilitado, como fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional, idealmente em parceria com a cirurgiã de mão. O que funciona em um estágio pode ser inadequado em outro.

Movimentos geralmente bem tolerados

Movimentos que podem sobrecarregar a articulação

A rigidez matinal é uma queixa comum na rizartrose. Iniciar o dia com 5 a 10 minutos de mobilização suave — antes mesmo de pegar as chaves do carro — pode fazer a manhã toda ser menos desconfortável.

Quando conversar com uma cirurgiã de mão faz diferença

Muitas pessoas convivem com a dor na base do polegar por meses antes de buscar avaliação especializada, acreditando que "é coisa de idade" ou que "vai passar sozinha". O problema é que, sem um diagnóstico preciso, fica impossível saber em qual estágio a articulação está e quais medidas são mais adequadas naquele momento.

A Dra. Rosana Endo, cirurgiã de mão, realiza a avaliação clínica completa, solicita e interpreta a radiografia dentro do contexto de cada paciente e orienta sobre as melhores opções — que podem incluir desde mudanças de hábitos e fisioterapia até recursos como infiltrações ou, em casos selecionados, tratamento cirúrgico.

Se você nota dor ao girar a chave, ao segurar o volante ou ao fazer movimentos cotidianos com o polegar, agendar uma avaliação é o primeiro passo para entender o que está acontecendo e retomar as atividades com mais conforto e segurança.

Perguntas frequentes

A radiografia é suficiente para diagnosticar a rizartrose?

A radiografia simples é o exame de referência para avaliar a rizartrose e, na maioria dos casos, fornece as informações necessárias para o diagnóstico e estadiamento. Em situações específicas, a cirurgiã pode solicitar exames complementares, como ressonância magnética, para avaliar partes moles. O diagnóstico definitivo sempre une o exame de imagem à avaliação clínica.

Posso dirigir normalmente se tenho rizartrose?

Na maior parte dos casos, sim — desde que sejam feitas adaptações para reduzir a sobrecarga sobre a base do polegar. O uso de capa de volante com espuma, a posição correta das mãos e pausas regulares durante trajetos longos são medidas simples e eficazes. A necessidade de alguma restrição depende do estágio da doença e deve ser avaliada individualmente pela especialista.

Exercícios pioram a rizartrose?

Exercícios inadequados ou feitos sem orientação podem sim sobrecarregar a articulação. Já os exercícios corretos, prescritos por profissional habilitado, ajudam a manter a mobilidade, reduzir a rigidez e equilibrar a musculatura ao redor do polegar. A chave está em fazer os movimentos certos, na intensidade certa e no momento adequado da doença.

A rizartrose tem cura com cirurgia?

A cirurgia, quando indicada, tem como objetivo aliviar a dor e restaurar a função — não reverter o desgaste da cartilagem, que é uma alteração permanente. Existem diferentes técnicas cirúrgicas, e a escolha depende do estágio da doença, do perfil do paciente e dos objetivos funcionais. A avaliação com a cirurgiã de mão é fundamental para entender se e quando a cirurgia seria uma opção.

Órtese para o polegar atrapalha a direção?

Depende do modelo. Existem órteses específicas para a base do polegar — chamadas de órteses de repouso ou de estabilização trapeziometacarpal — que permitem manter os dedos livres e ainda assim estabilizar a articulação afetada. Alguns modelos são compatíveis com a condução segura do veículo, mas isso deve ser avaliado e orientado pela especialista, levando em conta o estágio da doença e o tipo de veículo utilizado.

Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento são individualizados e dependem de avaliação presencial.

Está com esses sintomas?

Agende uma avaliação com a Dra. Rosana Endo, cirurgiã de mão em São Paulo.